27 novembro 2013

WEIMAR, CÉU E INFERNO, OUTROS CERCOS


Casa Museu de J.W. von Goethe

A entrada principal do Campo de Buchenwald

O lettering, legível depois de entrar, significa: estás aqui porque é justo que estejas.

A cidade não se cansa dos seus heróis. Convivem Goethe e Schiller, claro, amigos para a vida (e para a eternidade)


Enquanto prosseguia o desenrolar da História do Cerco de Lisboa, na latitude 38º 43' 0" N e longitude -9º 7' 59", em épocas sobrepostas pela ficção, noutras coordenadas geográficas, a 50° 59' 0" N e 11° 19' 0" E, em Weimar, deparou-se-me um outro Cerco, o das contradições inescapáveis desta nossa "raça" humana, a um tempo divina e perversa, espelhando, despudoradamente, céu e  inferno. 
O Céu da Cultura universal (se assim nos podemos exprimir): Goethe, a arte, a literatura, a inteligência; Schiller, a literatura e a inventiva; Bach, Lizt, a música na sua expressão mais paradigmática... A Bauhaus, com Van de Velde e Gropius e o expoente máximo das vanguardas do século XX na Arte e seu ensino.
O Inferno do 1º campo de concentração nazi, a apenas 8 km da cidade de Weimar, anterior à II Guerra, palco de atrocidades que ferem profundamente o mais elementar sentido de Humanidade. Sobre tudo aquilo, o silêncio do nevoeiro, do frio e da dor da morte e injustiça nunca superada. Por ninguém.

5 comentários:

Manuel Nunes disse...

Muito modernista a apresentação deste texto, talvez inspirada na escola Bauhaus.
O conteúdo é tocante e as fotografias falam por si: poesia sobre poesia.
Ah!, gostei do paralelismo das coordenadas geográficas.
Quanto ao Cerco, é leres o que for possível.

Custódia C.C. disse...

"Estás aqui porque é justo que estejas"
Gela-me o coração só de ler estas palavras ...

Maria Amélia disse...

Agradecida ao gestor que melhorou a edição... O gelo continua.

Manuel Nunes disse...

Graças ao gestor, a edição passou de modernista a pós-moderna. :)
Não me expandi sobre os infernos, aqui oportunamente assinalados, mas sim, eles existiram e não são para esquecer.
O único inferno de que gosto é o de Dante Alighieri.

Paula M. disse...

São as contradições que mais doem e causam perplexidades, nunca passíveis de serem explicadas, porque os opostos incongruentes teimam em conviver.