06 outubro 2015

ESTA É IMPORTADA DO FEICEBUQUE - ORA AGUENTEM-SE LÁ, BLOGUEIROS!


HÁ TRÊS ANOS, apresentando na Gulbenkian  a antologia organizada por CLARA ROCHA  com o título A CANETA QUE ESCREVE E A QUE PRESCREVE – DOENÇA E MEDICINA NA LITERATURA PORTUGESA, disse João Lobo Antunes que os alunos de uma sua unidade lectiva na Faculdade de Medicina de Lisboa – qualquer coisa como "MEDICINA E LITERATURA" – desconheciam quase em absoluto a personagem João Semana de Júlio Dinis. Lembrei-me disto – que ouvi directamente do professor (não me foi contado) – , no momento em que re-re-re-releio As Pupilas do Senhor Reitor, romance parcialmente escrito em Ovar, numa casa rural que hoje está dentro da cidade, onde o autor presenciou  os amores ingénuos dos camponeses, as desfolhadas, a vida de aldeia. É romance fraquinho, têm-me dito. A opinião de Eça não era diferente, se avaliarmos pelo que deixou escrito na morte do grande escritor: “Viveu de leve, escreveu de leve, morreu de leve”. Que posso fazer? Deixar aqui algumas imagens de mestre Roque Gameiro (1864-1935) que ilustraram edições de As Pupilas com a certeza de que tão belas aguarelas não podem provir de um romance vulgar.
 

4 comentários:

Manuel Nunes disse...

Já agora, vejam isto
http://tribop.pt/ARG/Pupilas%20SR/3v-TP00%20Pupilas.html

Custódia C. disse...

Já fui ver as restantes aguarelas. São belíssimas e praticamente transformam o romance num folhetim fotográfico.
Afinal foi em formato folhetim que ele foi inicialmente publicado não é verdade?
Se o romance é leve? Talvez! Mas a leveza não lhe tira de todo a beleza! (E rimou!)
O nosso querido Eça terá talvez sido, também ele, leve, na apreciação que deixou...

Paula M. disse...

Leve na apreciação e talvez algum preconceito...talvez Júlio Diniz não fosse um militante aguerrido da escola realista...isto digo eu, sem comparar datas e sem ter ainda começado a (re)ler a obra.
Parece-me que a dita gozou de popularidade, pelo menos até ao início do séc. XX e veja-se a adaptação ao cinema de Leitão de Barros de 1935.

Anônimo disse...

Bia diz...

... nem mais, Custódia!