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17 maio 2016

"Breakfast at Tiffany's"* de Truman Capote - 28 de Maio às 15h00


*Título em inglês no original 

Vamos lá então à história de Holly Golighly, personagem eternamente associada à maravilhosa Audrey Hepburn.


10 abril 2016

"O Adeus às Armas" de Ernest Hemingway - 30 de Abril às 15h00


Não a abrir, mas a fechar:

"... Mas depois de as ter posto fora do quarto, de ter fechado a porta e apagado a luz, vi que era inútil. Era como dizer adeus a uma estátua. Passado um momento saí, deixei o hospital e voltei ao hotel debaixo de chuva."

In "O Adeus às Armas" de Ernest Hemingway

Para chegar aqui, tenho que recuar 335 páginas no meu livro. Recuemos então ....

16 março 2016

"Casa na Duna" de Carlos de Oliveira - 2 de Abril às 15h00


A abrir

"Na gândara há aldeolas ermas, esquecidas entre pinhais, no  fim do mundo. Nelas vivem homens semeando e colhendo, quando o estio poupa as espigas e o inverno não desaba em chuva e em lama. Porque então são ramagens torcidas, barrancos, solidão, naquelas terras pobres."

In "Casa na Duna" de Carlos de Oliveira

Amigos, porque o último sábado do mês de Março, está no fim-de-semana Pascal, avançamos excepcionalmente com a nossa sessão de leitura, para o dia 2 de Abril.

01 fevereiro 2016

"Esteiros" de Soeiro Pereira Gomes - 27 Fevereiro às 15h00*



"Gineto, Gaitinhas, Malesso, Maquineta, tantos outros, são os operários-meninos dos telhais à beira dos esteiros do Tejo. Sujeitos à dureza do trabalho quando o conseguem arranjar, vadiando ou roubando para comer durante o resto do tempo, apesar de tudo - sonham." 


* Se é na Biblioteca de SDR ou não, logo se vê. O que sabemos é que lá estaremos, seja onde for!

08 janeiro 2016

"Gaibéus" de Alves Redol, 29 de Janeiro, 20h30


Antes do início

“Êste romance não pretende ficar na literatura
como obra de arte.
Quer ser, antes de tudo, um documentário
humano fixado no Ribatejo.
Depois disso, será o que os outros entenderem.”

Depois do fim

"Erratas

As que a revisão deixou passar, o leitor as corrigirá"

Primeiro livro da colecção "Livros Proibidos" do Público

09 novembro 2015

"A Noite e a Madrugada" de Fernando Namora - 27 Novembro, 20h30


Não a abrir, mas lá mais para a frente do primeiro capítulo:

"... Quando as galinhas começavam a postura, o mudo levantava-se muito cedo, com as cautelas e o alvoroço de um ladrão. Safava os ovos do galinheiro, escondendo-os nas abas enfunadas da blusa, e negociava-os com as criadas das casas ricas. Elas, apesar de enjoadas com o cheiro daquele corpo imundo, tinham de lhe apoiar as mãos sobre os ombros, apaziguando o terror do mendigo de que alguém o denunciasse ao sobrinho. Só deixava de fazer sinais de recato, quando sentia o apoio dessas mãos;..."

in "A Noite e a Madrugada" de Fernando Namora - Capítulo I

05 outubro 2015

"As Pupilas do Senhor Reitor" de Júlio Dinis, 30 Outubro, 20h30


A abrir:

"José das Dornas era um lavrador abastado, sadio, e de uma tão feliz disposição de génio, que tudo levava a rir; mas desse rir natural, sincero, e despreocupado que lhe fazia bem, e não do rir dos Demócritos de todos os tempos - rir céptico, forçado, desconsolador, que é mil vezes pior do que o chorar..."

in "As Pupila do Senhor Reitor" de Júlio Dinis, I Capítulo

01 setembro 2015

"Palácio da Lua" de Paul Auster, 25 Setembro - 20h30


"Foi no Verão em que o Homem caminhou pela primeira vez na Lua.
Eu era muito jovem nessa altura, mas não acreditava que viesse a haver um futuro. Queria viver perigosamente, pegar em mim e levar-me tão longe quanto possível e, depois, quando lá chegasse, logo veria o que me aconteceria."

In "Palácio da Lua" de Paul Auster

10 agosto 2015

"As Horas" de Michael Cunningham, 28 de Agosto, 20h30


"Ainda falta comprar flores. Clarissa finge-se exasperada (embora goste de fazer recados deste género), deixa Sally a limpar a casa de banho e sai apressada, prometendo voltar dentro de meia hora.

Isto passa-se na cidade de Nova Iorque. No fim do século XX.

A porta do vestíbulo abre-se para uma manhã de Junho tão bonita e limpa que Clarissa se detém no limiar como se deteria à beira de uma piscina, a admirar a água cor de turquesa beijando os azulejos, as redes líquidas de sol oscilando no fundo azul ..."

in "As Horas" de Michael Cunningham, capítulo "Mrs. Dalloway"


11 junho 2015

"O Belo Adormecido" de Lídia Jorge, 26 Junho - 20h30


No mês em que entramos no solstício de Verão, temos seis contos da Lídia Jorge para descobrir. O mais longo é o que dá o nome ao livro e conta a história de um encontro entre uma actriz já madura e um rapaz adolescente. 

Avancemos então para mais uma aventura literária …

09 maio 2015

"A Ronda da Noite" de Agustina Bessa Luís, 29 de Maio-20h30


Maio é mês de rondas nocturnas. Pela pena  de Agustina, inspirada no pincel de Rembrandt, acompanhamos a vida de Martinho Nabasco e a sua perpétua ronda da noite (como diz a Paula aqui mais abaixo)...

07 abril 2015

"Franceses, Marinheiros e Republicanos" de Filomena Marona Beja - 24 Abril, 20h30

A abrir:

"Margarida.
E a casa. Térrea, telhado de duas águas, paredes em tufo.
Fora casa de rendeiros. Apetecida pelo forno adossado à empena e encoberto por uma caniçada.
Não havia registo nem memória de ter sido construída.
Talvez no tempo do Marquês de Pombal.
Talvez..."

in "Franceses, Marinheiros e Republicanos" de Filomena Marona Beja


Gosto deste género de escrita. Parágrafos curtos. Por vezes uma só palavra e muito oxigénio à mistura. Vou então lançar-me na leitura ...

03 março 2015

"A Tia Julia e o Escrevedor", de Mário Vargas Llosa, 27 Março, 21h00


"A Julia Urquidi Illanes a quem tanto devemos eu e este romance" - dedicatória do autor

A abrir:

"Nesse tempo remoto, eu era muito jovem e vivia com os meus avós numa quinta de paredes brancas da Rua Ocharán, em Miraflores. Estudava em San Marcos, Direito, creio, resignado a mais tarde ganhar a vida com uma profissão liberal, ainda que, no fundo, tivesse gostado mais de chegar a ser um escritor. Tinha um trabalho de título pomposo, salário modesto, apropriações ilícitas e horário elástico: director de Informação da Rádio Pan-americana. Consistia em recortar as notícias interessantes que apareciam nos jornais e maquilhá-las um pouco para que fossem lidas nos noticiários. A redacção, sob as minhas ordens, era um rapaz de cabelo empastado e amante de catástrofes chamado Pascual. Havia noticiários de hora a hora, de um minuto cada, excepto os do meio-dia e das nove, que eram de quinze, mas nós preparávamos vários ao mesmo tempo, de modo que eu andava muito na rua, a tomar cafezinhos na Colmena, às vezes ia às aulas, ou então estava nos escritórios da Rádio Central, mais animados que os do meu trabalho..."

in "A Tia Julia e o Escrevedor" de Mário Vargas Llosa

12 fevereiro 2015

Samarcanda, um outro olhar

Amin Maalouf, nascido em 1949, em Beirute, tem as suas origens familiares nas culturas árabes muçulmanas e cristãs do Líbano, esse pedaço da Terra, onde a guerra sempre se cruzou com as migrações de povos e um intenso tráfego comercial. Vive desde 1976, em Paris, fugindo de um palco de guerra civil onde as lutas nos campos religioso e politico, são ainda uma realidade. A sua fluência em árabe e o conhecimento profundo da História do Médio Oriente, faz dele um embaixador privilegiado de uma cultura que seduz, interpela e para a qual o ocidente olha e muitas vezes não compreende.
Não sendo historiador, toda a sua obra literária vai beber no Oriente, a inspiração, a linguagem poética e a luz que o tornam tão lido e traduzido em todo o mundo. 
Quem ler Samarcanda, mergulha num universo poético e carregado de simbolismo, onde vemos as personagens moverem-se em cenários de lutas pelo poder, conhecimento, intrigas de haréns, assassinatos políticos e sectarismos que espalham o terror. A vida humana parece ficar ao sabor de vontades mesquinhas ou sublimes. Pelo meio uma história de amor, que nos toca e cujo final trágico nos coloca perante o estatuto tão diversificado que a mulher sempre desempenhou na cultura árabe islâmica. 
Samarcanda remete-nos para a Rota da Seda, a cultura persa e turca, o poeta, astrónomo e filósofo Uma-I Khayyãm (1048-1132) e para a seita dos assassinos e o seu refúgio de Alamut. 
O Islão, já estava dividido entre os seguidores de Omar, companheiro do Profeta Maomé (sunitas) e Ali, genro do Profeta (xiitas). Do ramo xiita, surgia com violência a facção Ismaelita. Corria o século XII e na Europa, preparavam-se as cruzadas. Na Península Ibérica, o Califado de Córdova, desmembrava-se em pequenos reinos, as Taifas. No espaço onde surgirá Portugal, Afonso Henriques, nasce em 1109.

O livro, Umar-i Kahayyãm “RUBAÃ’IYAT”, única tradução directa do original persa para português, da autoria de Halima Naimova, nascida no Tajiquistão, república da ex- URSS e minha professora na Universidade Católica.
O prefácio do livro:

Terá sido neste relato belíssimo que Oscar Wilde, se inspirou para escrever o final do conto O Gigante Egoísta? Foi o primeiro livro que li. Gosto de imaginar que sim!

“…A criança sorriu para o Gigante e lhe disse:

- Você me deixou, certa vez, brincar em seu jardim, e hoje você irá comigo para ao meu jardim que é o Paraíso.

Naquela tarde, quando as crianças chegaram correndo, encontraram o Gigante morto, deitado debaixo da árvore, todo coberto por flores brancas.”

O meu amigo Joaquim Castilho, viajante incansável, que já esteve em Samarcanda, permitiu o acesso a:

E ao filme:

Manuela Correia- Membro da Comunidade de Leitores

23 janeiro 2015

Fahrenheit 451, o filme


"Fahrenheit 451" de François Truffaut

Tentei encontrar o filme completo, mas não consegui! Se alguém souber de algum link que se acuse! Adoraria vê-lo ...

30 dezembro 2014

12 meses passaram e com eles 12 livros e muito mais...

Ontem na última sessão do ano

Com o amor sofrido e prolongado no tempo, de Florentino Ariza, completámos na sessão de ontem, o ciclo de 2014. 
A escolha da Gabriel García Marquez e aquela que para muitos (e eu incluída) é a sua obra prima "O Amor nos Tempos de Cólera", foi a escolha perfeita para finalizar um ano intenso de leituras e tudo o mais que entendemos associar-lhe, como foi o caso de ontem em que recebemos pela mão dos nossos colegas Bia e David, o Manuel Diogo, membro fundador do grupo de jograis "U...Tópico" e que, no final de uma sessão que já ia, compreensivelmente  longa, nos maravilhou com uma selecção de poemas alusivos à época, interpretados de forma emotiva e cativante. Obrigada por isso!

53 anos, 7 meses, 11 dias e noites foi o tempo que Florentino Ariza levou a concretizar o seu amor por Fermina Daza!

A nossa Comunidade de Leitores em apenas alguns dos 365 dias de 2014, para além dos 12 livros que leu, de almoços, jantares, lanches e petiscos pelo meio, exposições, espectáculos musicais, festival ao largo, passeios por Lisboa e até uma ida ao futebol, muito mais conseguiu fazer... 
No final de Maio, fomos convidados a realizar uma sessão pública na Feira do Livro, que contou com a presença de um dos nossos escritores do ano Carlos Querido e que foi um sucesso.
Realizámos meia dúzia de encontros para a maratona de leitura conjunta do herói "D. Quixote dela Mancha".  A seu propósito, foi a Comunidade convidada a participar no dia da festa de todos os que falam espanhol, a 21 de Junho no Instituto Cervantes.
Algures em Julho e numa jornada memorável, seguimos as pegadas de D. João V e fomos redimir-nos às águas das Caldas da Rainha, ficando mais uma vez registada a enorme gentileza de Carlos Querido.
Na sequência da leitura de "O Tartufo", Agosto trouxe uma visita muito especial ao ANIM, que incluiu o visionamento da cópia única da Cinemateca da película do cinema mudo "Tartufo" de 1925, em 16mm.
Em Setembro e num rescaldo tardio do "Memorial do Convento", houve mais uma visita ao convento, seguida  de um dos maravilhosos concertos de Orgãos na Basílica de Mafra

Com 2015 à porta e uma Comunidade imparável e cada vez mais activa,  cá estamos preparados para aderir às aventuras que o novo ano nos traga!

05 dezembro 2014

"O Amor nos Tempos de Cólera", Gabriel García Márquez, 29 Dezembro - 21h00

Capa do livro "O Amor nos Tempos de Cólera", das Publicações Dom Quixote

"Era contra toda a razão científica que duas pessoas que mal acabavam de se conhecer, sem qualquer parentesco entre si, com personalidades diferentes, com culturas diferentes e até com sexos diferentes, se vissem comprometidas de um momento para o outro a viverem juntas, a dormirem na mesma cama, a partilharem dois destinos que talvez estivessem determinados em sentidos diferentes. Dizia" O problema do casamento é que acaba todas as noites depois de fazer amor e tem de se voltar a reconstruí-lo todas as manhãs antes do pequeno almoço..."

"O Amor nos Tempos de Cólera", de Gabriel García Márquez, Publicações Dom Quixote, pág 225

15 outubro 2014

Chapéus de coco há muitos, mas este é único...



Charlie Chaplin: Modern Times (1936) - Titina

"Chapéus como aquele, pretos, redondos rígidos, Tereza nunca tinha visto senão no cinema. Charlie Chaplin usava sempre um. Sorriu por seu turno pegou no chapéu de coco e examinou-o demoradamente. Depois, disse:"Queres ficar com ele nas fotografias?""

in "A Insustentável Leveza do Ser" de Milan Jundera

"A Insustentável Leveza do Ser" de Milan Kundera, 31 de Outubro às 21h00


A abrir o capítulo nono

"Quando os amigos lhe perguntavam quantas mulheres tinha tido, respondia de forma evasiva e , se insistiam em saber, dizia: "Mais ou menos duzentas." Os invejosos afirmavam que estava a exagerar com certeza. Defendia-se dizendo: "Nem tanto como isso. Tenho relações com mulheres mais ou menos há vinte e cinco anos. Ora experimentem a dividir duzentos por vinte e cinco. Hão-de ver que dá mais ou menos oito mulheres novas por ano. Não são assim tantas.""

In "A Insustentável Leveza do Ser" de Milan Kundera