08 janeiro 2019

O Escritor no seu Labirinto - 19 de Janeiro


Mais uma sessão do 2º ciclo de encontros com escritores, a ter lugar na nossa Biblioteca, no próximo dia 19 de Janeiro às 16h00.

03 janeiro 2019

"Sensibilidade e Bom Senso" de Jane Austen - 25 Janeiro às 21h00



"...If I could but know his heart, everything would become easy...", in Jane Austen's "Sense and Sensibility"

Para respeitar o romantismo e o ambiente vitoriano, tão encantadoramente descritos nos romances (ou será novelas?) da Jane Austen, deixei propositadamente em inglês, esta referência ao primeiro livro do ano.

As fotos são de duas capas muito elegantes, sendo a segunda de uma edição em inglês, que optei por comprar, seguindo o conselho da nossa leitora Maria Amélia. Foi uma boa opção porque todo o livro é mesmo muito bonito, com pequenas ilustrações intercaladas.

31 dezembro 2018

2019 - BOAS LEITURAS!

De entre outros e bons votos, aqui vai o de boas leituras, com uma (pertinente) consideração: isto é vício, vocação, ou tendência genética? (Brindando com a imagem do mais recente rebento da família, futura leitora compulsiva?)


08 dezembro 2018

Plano de Leituras 2019


(Detalhe ... da estante cá de casa)

Plano de Leituras 2019

1º Trimestre – Literatura no Feminino

25 JAN - Jane Austen - Sensibilidade e Bom Senso 
22 FEV - Emily Brontë - O Monte dos Vendavais
29 MAR - Françoise Sagan - Bom Dia Tristeza 

2º Trimestre – Autores Esquecidos

26 ABR - José Rodrigues Miguéis – A Escola do Paraíso 
31 MAI - Maria Judite de Carvalho – Tanta Gente, Mariana 
28 JUN- Luís de Sttau Monteiro – Um Homem não Chora 

3º Trimestre – Literatura Alemã

26 JUL - Goethe – Werther 
30 AGO - Herman Hesse – O Lobo das Estepes 
27 SET - Erich Maria Remarque – Uma Noite em Lisboa 

4º Trimestre – Queridos Autores

25 OUT - Eça de Queirós – A Capital 
29 NOV - Philip Roth – Pastoral Americana 
27 DEZ - Gabriel García Márquez - Doze Contos Peregrinos 

05 dezembro 2018

"Crónica do Rei Pasmado" de Gonzalo Torrente Ballester - 28 de Dezembro às 21h00


"...
Mas o remédio a curto prazo tem que ser acordado agora mesmo entre Vossa Excelência e eu.
- De que remédio se trata?
- De impedir que o Rei veja a Rainha nua. Os pecados da noite passada são suficientes para pôr em perigo a monarquia e, com ela, a verdadeira cristandade; se a isto acrescentarmos essa monstruosa contemplação proibida pelas leis humanas e divinas, não me atrevo a imaginar o que será de nós..."

Parte de um diálogo entre Sua Paternidade o Padre Villaescusa e Sua Excelência o Valido in "Crónica do Rei Pasmado" de Gonzalo Torrente Ballester

07 novembro 2018

"O Pintor de Batalhas" de Arturo Pérez-Reverte - 30 de Novembro às 21h00


"O triunfo da morte" (1562) de Pieter Brueghel, o Velho, a pintura que dá a capa ao romance"O Pintor de Batalhas" de Arturo Pérez-Reverte, no livro das edições ASA. O quadro está no Museu do Prado, em Madrid.

25 outubro 2018

Música em "A Velocidade da Luz"



No Bar Treno's, o aviso de que este estava prestes a fechar, era dado no momento em que punham a tocar esta canção de Dylan, que Rodney adorava. Mais tarde quase no final do romance, o narrador vai encontrar o cd, na casa de Jenny, a viúva de Rodney. A letra tem tanto de belo, quanto de triste. Percebe-se o porquê do Nobel...

It's Alright, Ma (I'm Only Bleeding), Bob Dylan

Darkness at the break of noon
Shadows even the silver spoon
The handmade blade, the child's balloon
Eclipses both the sun and moon
To understand you know too soon
There is no sense in trying

As pointed threats, they bluff with scorn
Suicide remarks are torn
From the fool's gold mouthpiece
The hollow horn plays wasted words
Proves to warn
That he not busy being born
Is busy dying

Temptation's page flies out the door
You follow, find yourself at war
Watch waterfalls of pity roar
You feel to moan but unlike before
You discover
That you'd just be
One more person crying

So don't fear if you hear
A foreign sound to your ear
It's alright, Ma, I'm only sighing

As some warn victory, some downfall
Private reasons great or small
Can be seen in the eyes of those that call
To make all that should be killed to crawl
While others say don't hate nothing at all
Except hatred

Disillusioned words like bullets bark
As human gods aim for their mark
Made everything from toy guns that spark
To flesh-colored Christs that glow in the dark
It's easy to see without looking too far
That not much
Is really sacred

While preachers preach of evil fates
Teachers teach that knowledge waits
Can lead to hundred-dollar plates
Goodness hides behind its gates
But even the president of the United States
Sometimes must have
To stand naked

An' though the rules of the road have been lodged
It's only people's games that you got to dodge
And it's alright, Ma, I can make it

Advertising signs that con you
Into thinking you're the one
That can do what's never been done
That can win what's never been won
Meantime life outside goes on
All around you

You lose yourself, you reappear
You suddenly find you got nothing to fear
Alone you stand with nobody near
When a trembling distant voice, unclear
Startles your sleeping ears to hear
That somebody thinks
They really found you

A question in your eyes is lit
Yet you know there is no answer fit to satisfy
Insure you not to quit
To keep it in your mind and not forget
That it is not he or she or them or it
That you belong to

Although the masters make the rules
For the wise men and the fools
I got nothing, Ma, to live up to

For them that must bow down to authority
That they do not respect in any degree
Who despise their jobs, their destinies
Speak jealously of them not are free
Cultivate what they do to be
Nothing more than something
They invest in

While some on principles baptized
To strict party platform ties
Social clubs in drag disguise
Outsiders they can freely criticize
Tell nothing except who to idolize
And then say God bless him

While one who sings with his tongue on fire
Gargles in the rat race choir
Bent out of shape from society's pliers
Cares not to come up any higher
But rather get you down in the hole
That he's in

But I mean no harm nor put fault
On anyone living in a vault
But it's alright, Ma, if I can't please him

Old lady judges watch people in pairs
Limited in sex, they dare
To tell fake morals, insult and stare
While money doesn't talk, it swears
Obscenity, who really cares
Propaganda, all is phony

While them that defend what they cannot see
With a killer's pride, security
It blows the minds most bitterly
For them that think death's honesty
Won't fall upon them naturally
Life sometimes must get lonely

My eyes collide head-on with stuffed graveyards
False gods, I scuff
At pettiness which plays so rough
Walk upside-down inside handcuffs
Kick my legs to crash it off
Say okay, I have had enough
What else can you show me?

And if my thought-dreams could be seen
They'd probably put my head in a guillotine
But it's alright, Ma, it's life, and life only

23 outubro 2018

O Escritor no seu Labirinto


No próximo Sábado, na nossa Biblioteca, há mais uma sessão da série "O Escritor no seu Labirinto".

01 outubro 2018

"A Velocidade da Luz" de Javier Cercas - 26 de Outubro às 21h00


A leitura promete, Logo a abrir é assim:


"Agora levo uma vida falsa, uma vida apócrifa, clandestina e invisível embora mais verdadeira do que se fosse real, mas eu era ainda eu quando conheci Rodney Falk. Foi há muito tempo e foi em Urbana, uma cidade do Middle West norte-americano onde passei dois anos nos finais da década de oitenta. A verdade é que cada vez que me interrogo por que terei ido parar precisamente lá, respondo a mim próprio que fui parar precisamente lá como poderia ter ido parar a qualquer outro sítio. Contarei por que razão, em vez de ir parar a qualquer outro sítio, fui parar precisamente lá..."

in "A Velocidade da Luz" de Javier Cercas

05 setembro 2018

"O Caminho Imperfeito" de José Luís Peixoto - 28 de Setembro, às 21h00

Abri ao acaso e li:

"... A canja tinha patas de galinha, era o melhor. A minha mães escolhia-mas para o prato. Eu segurava-as e chupava-lhes a carne - descolava-se sem esforço. Deixava apenas os ossos, como peças de um brinquedo de montar.
Onde ficou esse rapaz? Onde me afastei dele até quase parecer que o esqueci? Que distância é esta que nos separa? ..."

in "O Caminho Imperfeito" de José Luís Peixoto (final do capítulo 50)


Esperemos que não haja sobressaltos e possamos voltar à rotina das nossas sessões, na última Sexta-feira de cada mês. Qualquer alteração, daremos noticias...

18 agosto 2018

Sessão de Agosto cancelada!


Caros companheiros de leitura

Desta vez não há alternativa e temos mesmo que cancelar a sessão de Agosto. Férias de Verão, por assim dizer...

Em Setembro, tentaremos fazer uma abordagem aos dois livros, o de Agosto e o de Setembro. Daremos mais notícias em tempo útil.

Entretanto ... aproveitem bem o Verão que chegou tarde, mas chegou! Há por aí muitos e bons programas!!!|

05 agosto 2018

"Na Patagónia" de Bruce Chatwin - 31 de Agosto às 21h00


Abri ao acaso e caí no capítulo 51:

"Os sulistas ainda hoje se lembra do esbelto galego ruivo que nem barba tinha. Os seus olhos azuis semicerrados traduziam bem a incerteza e o fanatismo celtas. Vestia, naquele tempo, calças justas e polainas e usava o boné posto de lado na cabeça. Plantava-se na rua lamacenta  a citar frases de Proudhon e Bakunine a cerca da propriedade ser o roubo e a destruição de uma paixão criativa, enquanto o vento fustigava as suas bandeiras vermelhas..."

in "Na Patagónia" de Bruce Chatwin

01 agosto 2018

Há sempre um lado bom!







Ainda a propósito dos percalços relativos à realização da última sessão da Comunidade, que felizmente acabou em bem e agradecendo mais uma vez os esforços levados a cabo pelos responsáveis da Biblioteca, houve um lado bom, que ainda em tempo apetece destacar. Como a Biblioteca abriu só para a CL, foi possível regressar ao nosso espaço de eleição, à sala principal de leitura. Optimamente instalados, com melhores condições acústicas e rodeados daquilo que desde 2007 nos leva àquele espaço: os livros! É a leitura que nos move e são os livros que nos juntam. Esperamos continuar a ter a oportunidade de, na última Sexta-feira de cada mês, voltar sempre àquele local. Os livros, nunca nos faltam ...

26 julho 2018

Actualização - Sessão de amanhã, 27 de Julho

Caros Leitores

Informo que devido a esforços suplementares por parte dos responsáveis da  Biblioteca de SDR, foram ultrapassadas as dificuldades para amanhã, 27 de Julho, pelo que vamos conseguir realizar a sessão deste mês na Biblioteca. 

Contamos convosco, como habitualmente!

Sessões (forçadamente) suspensas

Por questões logísticas e de segurança, a Biblioteca de SDR, não nos pode disponibilizar o espaço habitual nos meses de Julho e Agosto. Assim, ficam suspensas as nossas Sessões nestes dois meses. 

Como amanhã temos um jantar marcado, a que muitos já aderiram, podemos sempre "salvar" o livro de Julho e discutir as Viagens ao longo do repasto!

Para Agosto, quem sabe conseguimos organizar um encontro, nalgum jardim simpático? Podemos pensar no assunto...

Como sou optimista, espero que a normalidade possa ser retomada no mês de Setembro ....

11 julho 2018

As Viagens de Marco Polo - 27 de Julho - 21h00


A abrir

"Aqui começa o livro do Senhor Marco Polo de Veneza, que se chama "Milhão", o qual conta muitas novidades de Tartária e das três Índias e de muitos outros países..."

in "As Viagens de Marco Polo" - edição de bolso Europa-América

03 julho 2018

UM OLHAR SOBRE O NOVO MUNDO


Depois da leitura do intenso Philip Roth em A Mancha, que nos leva, entre outras mil reflexões, a questionar o nosso (re)conhecimento europeu de uma América do Norte  real e histórica, eis uma oportunidade para ouvir (e viver) uma interpretação desse Novo Mundo, com a Sinfonia de Dvořák... No Largo já nosso conhecido, dia 12, 21.30h... Mas com aquele intervalo de espera que sabemos.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791)
Concerto para Oboé e Orquestra

Antonín Dvořák (1841-1904)
Sinfonia n.º 9 ("Novo Mundo")

Durante a primavera e o verão de 1777, Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) ocupou-se com a escrita do Concerto para Oboé em Dó maior, K. 314 que ofereceu ao famoso oboísta italiano Giuseppe Ferlendis. Com três andamentos cuja duração não excede 20 minutos, este concerto, um dos mais importantes no repertório de oboé, foi dado como perdido durante quase 150 anos, tendo sido redescoberto em 1920 pelo maestro Bernhard Paumgartner. A Sinfonia n.º 9 em Mi menor, op.95, mais popularmente conhecida por Sinfonia do Novo Mundo, foi composta por Antonín Dvořák (1841-1904) em 1892 durante a sua estadia nos Estados Unidos quando o compositor foi convidado a fundar o Conservatório Nacional de Música, precursor da atual Juilliard School of Music. Esta sinfonia com quatro andamentos, a última de Dvořák, foi estreada com estrondoso sucesso no Carnegie Hall de Nova Iorque em 1893. As críticas, altamente elogiosas, definiram a obra como sendo uma nobre composição de proporções heróicas, inspirada na beleza dos espirituais negros e em canções das plantações. Contudo, e segundo palavras do próprio compositor, a sua intenção foi apenas escrevê-la de acordo com o espírito das melodias nacionais norte-americanas.

24 junho 2018

Poeta do mês de Junho - Joaquim Pessoa

(Joaquim Pessoa)
Há pequenas aves que têm raízes nas palavras,
essas palavras que não ficam arrumadas com decência
na literatura,
palavras de amantes sem amor, gente que sofre
e a quem falta o ar quando faltam as palavras.
Quando digo o teu nome há uma ave que levanta voo
como se tivesse nascido o dia e uma brisa
encarcerada nas amêndoas se soltasse para a impelir
para o mais frio, para o mais alto, para o mais azul.
Quando volto para casa o teu nome vai comigo
e ao mesmo tempo espera-me já
numa casa construída com dois nomes,
como se tivesse duas frentes,
uma para a montanha e outra para o mar.
Por vezes dou-te o meu nome e fico com o teu,
espreito então pelas janelas de onde
se vêem coisas que nunca antes tinha visto,
coisas que adivinhava mas que não sabia,
coisas que sempre soube mas que nunca quis olhar.
Nessas alturas o meu nome é o teu olhar,
e os meus olhos são justamente a pronúncia do
teu nome que se diz com um pequeno brilho molhado,
um som pequeno como um roçagar de asas
dessas aves que constroem o ninho na folhagem da fala
e criam raízes fundas nas palavras vulgares
que os vulgares amantes engrandecem
quando falam de amor.

Joaquim Pessoa in “GUARDAR O FOGO, cento e quatro inéditos e uma antologia"

09 junho 2018

LA BELLE DAME SANS MERCI

Ilustração de JOHN WILLIAM WATERHOUSE para o enigmático poema de JOHN KEATS.
Assim se vai fazendo a leitura de A Mancha Humana, de PHILIP ROTH. Uma mulher fogosa e um decrépito professor aposentado; a dama impiedosa e o cavaleiro ajoujado de anos: «Sou um homem de 71 anos com uma amante de 34, o que me incapacita, na comunidade de Massachussetts, de instruir seja quem for. Tomo Viagra, Nathan. Aí está  La Belle Dame sans Merci. Devo toda esta turbulência, toda esta felicidade, ao Viagra.» Aqui chegados, quem é esse Nelson Primus, advogado insípido que ainda não viu nada do mundo, para procurar cercear a sensual turbulência do classicista Coleman Silk? Leitura feita até às primeiras páginas do capítulo 2, "Jogo de Esquiva". Veremos o que nos reserva o adiantado da obra.