"Caposso não abriu a boca de assombro, mas admirado ficou. Muitos Portugueses e Angolanos tinham começado a abandonar o país desde o ano passado, quando reconheceram a inevitabilidade da independência. Achavam que o país era deles, se babavam todos com as riquezas reais ou supostas de Angola, a terra do futuro, mas se fossem eles a mandar, não com negros no poder. E a guerra que estoirou entre os moviemntos de libertação aumentou o pânico e as filas de embarque. O aeroporto de Luanda tinha virado um hotel de três estrelas negativas, centenas de pessoas dormindo pelo chão dias a fio, à espera dos aviões da ponte aérea, o lixo se acumulando e as paredes enegrecendo de sujo. A terra estava de facto a ferro e fogo..."