Mostrar mensagens com a etiqueta Pepetela. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Pepetela. Mostrar todas as mensagens

23 junho 2013

ENTRE A ESPIGA E A MÃO ERGUE-SE UM MURO

Pepetela (1941)
 
Conheço Nacib e Mireille – a mão e a espiga – por entre o namoro às hortênsias e o curso lento da tarde. Predadores, terminei os capítulos iniciais de Setembro de 1992, lembrando-me de um verso lido ontem: Tra la spiga e la man qual muro è messo. Não, não foi em Petrarca, foi  n´ Os Lusíadas de Camões (IX, 78).

05 junho 2013

"Predadores" de Pepetela - 28 de Junho às 21h00

 
"Caposso não abriu a boca de assombro, mas admirado ficou. Muitos Portugueses e Angolanos tinham começado a abandonar o país desde o ano passado, quando reconheceram a inevitabilidade da independência. Achavam que o país era deles, se babavam todos com as riquezas reais ou supostas de Angola, a terra do futuro, mas se fossem eles a mandar, não com negros no poder. E a guerra que estoirou entre os moviemntos de libertação aumentou o pânico e as filas de embarque. O aeroporto de Luanda tinha virado um hotel de três estrelas negativas, centenas de pessoas dormindo pelo chão dias a fio, à espera dos aviões da ponte aérea, o lixo se acumulando e as paredes enegrecendo de sujo. A terra estava de facto a ferro e fogo..."