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02 junho 2020

"O Tio Goriot" de Honoré de Balzac



Goriot, um pobre homem que, em função do seu tresloucado amor pelas filhas, tudo lhes dedica até aos últimos momentos de vida, sem nunca receber qualquer retribuição.

O ambiente de uma despretensiosa quase miserável pensão familiar, a Casa Vauquer, onde diversas personagens tudo fazem valer, para sobreviver na degenerada sociedade parisiense do século XIX.

14 outubro 2019

LIGAÇÕES NADA PERIGOSAS

Trabalho apaixonante para um leitor é estabelecer ligações entre as leituras que vai fazendo. Em verdade, nada é completamente novo, tudo está já inventado desde os tempos dos antiquíssimos poemas homéricos. Para isto, os teóricos da literatura descobriram definições com nomes raros, como palimpsesto, intertextualidade e outros. Pergunta-se: - Que há entre A Capital, de Eça de Queirós e os dois romances da foto? Que relações, por um lado, entre Artur Corvelo e Calisto Elói de A Queda dum Anjo e, por outro, Eugène de Rastignac de Le Père Goriot? Este, contemplando Paris do alto do cemitério Père-Lachaise, proferirá, falando para a grande cidade, a frase mais emblemática do romance: «A nous deux, maintenant!». Também Artur Corvelo, partindo à conquista da capital, poderia ter dito o mesmo: «E agora nós, Lisboa!» As intenções são iguais, os resultados é que poderão ter sido diferentes.