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09 janeiro 2025

Palavras Silenciadas: Histórias e Censura nos Livros Proibidos

 


Data: 10 de janeiro de 2025 | 18h00

Local: Biblioteca Municipal de Sintra

Palavras Silenciadas: Histórias e Censura nos Livros Proibidos

Uma conversa que explora o universo dos livros censurados durante o Estado Novo, refletindo sobre o impacto da censura em autores, leitores e liberdade de expressão a partir da análise das obras de dois importantes escritores portugueses: Ferreira de Castro e José Régio. 

Esta sessão contará com as seguintes  comunicações:

∙ Ferreira de Castro, a censura e a autocensura - Ricardo António Alves;

José Régio e a censura - Manuel Matos Nunes  

01 março 2023

"Jogo da Cabra Cega", de José Régio - 31de Março às 20h00

 


Do romance que escreveu em 1934, início da sua carreira literária, José Régio disse mais tarde: «…É um livro de abandono e excesso, em que o escritor estava ainda muito adolescente. Não pense que o desestimo, gosto muito de o ter escrito com aquela coragem quase inconsciente...».

02 fevereiro 2022

"Histórias de Mulheres" de José Régio - 25 de Fevereiro às 20h00


Em Fevereiro entramos num universo predominantemente feminino, através das novelas e contos de José Régio. "Histórias de Mulheres" em apreciação e discussão.

27 abril 2017

SOBRE LITERATURA E LEITURAS

JOSÉ RÉGIO há perto de 90 anos:
 
Literatura é pura e simplesmente um meio de expressão artística - como a pintura, a escultura, o cinema, a dança, a arquitectura, a música.
 
O que então inspira a obra de arte - é a paixão; e uma paixão considerada infamante ou uma paixão considerada nobre - podem da mesma forma inspirar Obras elevadas sob o ponto de vista que nos interessa : estético. O ideal do Artista nada tem a ver com o do moralista, do patriota, do crente, ou do cidadão: Quando sejam profundos e quando se tenham moldado a uma certa individualidade, tanto o que se chama um vício como o que se chama uma virtude podem ser igualmente poderosos agentes da criação artística: podem ser elementos de vida duma Obra.
 
Acuso aqui os nossos críticos de não se interessarem pelas Obras de Arte que pretendem criticar.
 
E dir-se-ia que eles exigem tudo da literatura - a morigeração dos costumes; a formação do carácter; a solidificação das convenções sociais; o robustecimento da raça; a certificação do dogma da Imaculada; a extirpação da hidra jesuítica; a defesa do feminismo; o progresso da Associação dos Scotes; a propaganda da república, da monarquia, do anarquismo, do socialismo, do bolchevismo, do óleo de rícino, dos pós de Keating, do calçado Atlas, das calças largas, dos milagres de Fátima, ou das predilecções particulares de cada um - tudo, menos o que se deve exigir à literatura, como à pintura, à dança, à escultura, ao cinema, à arquitectura, à música: satisfação à nossa necessidade de emoções estéticas.
 

10 agosto 2012

UMA COMUNIDADE MUITO CANÓNICA


A imagem não é famosa, de fotocópia hoje tirada na BN. José Régio e Alberto de Serpa em Amarante, em pleno Verão de 1950. E logo sob o regaço daquela Pietá bem nossa conhecida. Ruben A. em O Mundo à Minha Procura chama-lhe a Pietá mais bonita da estatuária portuguesa. Lembram-se?