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30 agosto 2012

Viagem a Santarém

“…Nunca dormi tão regalado sono em minha vida. Acordei no outro dia ao repicar incessante e apressurado dos sinos da alcáçova. Saltei da cama, fui à janela, e dei com o mais belo, o mais grandioso e, ao mesmo tempo, mais ameno quadro em que ainda pus os olhos.
No fundo de um largo vale aprazível e sereno está o sossegado leito do Tejo, cuja areia ruiva e resplandecente apenas se  cobre de água junto às margens, donde se debruçam, verdes e frescos ainda, os salgueiros que as ornam e defendem.  De além do rio, com os pés no pingue nateiro daquelas terras aluviais, os ricos olivedos de Alpiarça e Almeirim; depois, a vila de D. Manuel e a sua charneca e as suas vinhas. De aquém a imensa planície dita do Rossio, semeada de casas, de aldeias, de hortas, de grupos de árvores silvestres, de pomares. Mais para a raiz do monte em cujo cimo estou, o pitoresco bairro da Ribeira, com as suas casas e as suas igrejas, tão graciosas vistas daqui, a sua cruz de Santa Iria e as memórias romanescas do seu alfageme…”
In “Viagens na Minha Terra” de Almeida Garett, Capítulo 28º
Foto minha de ontem, tirada da janela acima descrita, na Fundação Passos Canavarro
 
Foto minha do azulejo, que penso representar a Ponte da Asseca, no mercado de Santarém
Foto minha da Fonte da Joaninha, no Vale de Santarém
Ontem, um pequeno grupo desta Comunidade seguiu os passos de Garrett e foi de Lisboa a Santarém, não de barco e nem de azêmola, mas com o mesmo interesse e curiosidade.

09 agosto 2012

Uma Comunidade muito canónica...*

 Agosto 2012, a poesia na Praça da Figueira

*Agarrando na constatação do nosso mentor aqui em baixo referida, cá está a prova do crime

"Mil anos há que busco a minha estrela
E os fados dizem que ma têm guardada;
Levantei-me de noite e madrugada,
Por mais que madruguei não pude vê-la ..."

Parte de um Soneto de Francisco Rodrigues Lobo

24 abril 2012

OS MENINOS À VOLTA DA FOGUEIRA



Os meninos à volta da fogueira
Vão aprender coisas de sonho e de verdade
Vão aprender como se ganha uma bandeira
Vão saber o que custou a liberdade

Serra do Marão, Abril 2012

17 abril 2012

A Comunidade foi a Amarante


Pouco passava das sete horas da manhã de Sábado, 14 de Abril, quando a Comunidade de Leitores embarcou rumo a mais uma aventura cultural, desta vez por terras amarantinas, adormecidas em torno do Rio Tâmega e envolvidas no abraço protector da Serra do Marão. Do programa cuidadosamente elaborado pelas já célebres OP, destacaram-se: a visita à Igreja e Mosteiro de S. Gonçalo, onde ficámos a conhecer em rigoroso detalhe a história do monumento e do Beato que lhe deu o nome; a Sessão na Biblioteca de Amarante, onde fomos gentilmente recebidos, e onde decorreu uma bela conversa, a propósito das “Espingardas e Música Clássica” de Alexandre Pinheiro Torres; a visita guiada ao Museu de Amadeo de Souza-Cardoso, onde descobrimos mais um pouco da vida do pintor; a visita à Casa de Pascoaes em Gatão, onde a actual proprietária e herdeira da família, nos franqueou as portas do seu belo jardim e por último a subida das voltinhas do Marão em busca do Parque Florestal da Serra, onde fizemos um dos mais memoráveis pic-nics dos últimos tempos. Tudo isto envolvido em muito riso, muita conversa e sobretudo muita harmonia.
Lanço um repto aos nossos leitores com mais inspiração para a escrita, para nos deixarem as suas impressões de mais um fim-de-semana inesquecível.

02 novembro 2011

A Comunidade vai à Madeira...

... em busca de Cabral de Nascimento, o Poeta que, da palavra, fez a sua ferramenta. Biografia aqui.
Cabral do Nascimento por Abel Manta, descaradamente roubado ao Disperso Escrevedor

O Faroleiro

Apenas este ilhéu é que é pequeno
O resto é tudo grande: o tédio, a vida,
O dia enorme, a noite mais comprida,
E o mar, calmo ou feroz, rude ou sereno;

O tempo, esse narcótico veneno,
A dor, essa letárgica bebida,
O desejo, essa voz enrouquecida,
E a saudade, o distante e branco aceno.

Tudo profundo, imenso, na amplidão,
Eterno quási na desolação
E sobrenatural na solidão.

A luz vermelha a reflectir-se além…
Nenhum vapor que vai, nenhum que vem…
Farol e faroleiro - e mais ninguém

19 agosto 2011

Na senda de Luísa…

 


No dia 13 de Agosto, pelas 14h30, marcámos encontro no Cais do Sodré. Daí desbravámos caminhos antes percorridos (ou por nós imaginados), pelas personagens do “Primo Basílio”.
Lugares como a Rua do Ferragial de Cima, a Patriarcal, Rua do Moinho de Vento, o Hotel Gibraltar, a Pastelaria Baltreschi ou o Passeio Público, tornaram-se tão familiares como se também nós por lá tivéssemos vivido momentos gloriosos.

Do roteiro, cuidadosamente preparado pelas competentes “Organizações Pandeireta” constaram:

Cais do Sodré e Aterro
Rua do Ferragial (terramoto)
Rua Vítor Cordon
Teatro Nacional S. Carlos (Ópera do Tejo)
Grémio Literário e Hotel Gibraltar
Basílica dos Mártires
Casa Havaneza/Pastelaria Baltreschi
Largo do Loreto/Praça Luís de Camões
Rua da Misericórdia/ Rua Larga de S. Roque
Igreja de S. Roque/ da Misericórdia
Jardim S. Pedro de Alcântara/Convento de S. Pedro de Alcântara
Moinho de Vento
Patriarcal Queimada
Jardim do Príncipe Real (com lanche a rigor)
Praça da Alegria
Passeio Público /Avenida da Liberdade
Convento da Encarnação

No final da visita e chegada a noite, ainda vimos surgir por trás do Castelo S. Jorge uma lua lindíssima, que nos iluminou o caminho para o ágape costumeiro. Foi mais um dia sublime, na vida desta Comunidade. A repetir…

16 maio 2011

Um passeio de Domingo … que começou no Sábado (1)

Há convites que são irrecusáveis e assim lá estivemos no Sábado à descoberta de José Régio, dos seus leitores e não só. Bem recebidos pelo Grupo de Leitores de Portalegre, a quem renovamos o nosso obrigado, muito temos para contar.
Vamos a isso, companheiros?
Deixo como mote a frase do nosso João: “ler é saber afagar um livro, é saber festejar um livro!”


Alguns registos do nosso encontro.

15 abril 2011

Doces tentações em Tomar!

“Diz a lenda que as Fatias de Tomar eram o doce preferido dos freires do Convento de Cristo. Apesar dos ingredientes serem iguais a muita doçaria conventual, ovos e açúcar, o processo de confecção torna estes doces completamente distintos e com uma textura única, a que a calda confere sublime doçura...
As Fatias de Tomar são um dos muitos doces que podem ser provados até final do mês de Abril na mostra De Tomar e dos Conventos….” In site da CMTomar.
Este meu post não tem qualquer intuito tentador! É mesmo só a título informativo !!!