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21 junho 2015

LEITURA DO D. QUIXOTE EM ALMADA

Fotos: o livro, vista parcial do grupo, leitura pura e instalação com v de vitória
Fala do cónego para o cura no capitulo XLVII: «Nunca vi um livro de cavalarias que faça um corpo de fábula inteiro com todos os seus membros, de maneira que o meio se harmonize com o princípio, e o fim com o princípio e o meio; mas compõe-nos com tantos membros que mais parecem ter a intenção de formar uma quimera ou um monstro que formar uma figura proporcionada.»
Compare-se esta passagem de “D. Quixote” com Horácio, “Arte Poética”, 1-8: «Se um pintor quisesse juntar a uma cabeça humana um pescoço de cavalo e a membros de animais de toda a ordem aplicar plumas variegadas, de forma que terminasse em torpe e negro peixe a mulher de bela face, conteríeis vós o riso, ó meus amigos, se a ver tal espectáculo vos levassem? Pois crede-me, Pisões, em tudo a este quadro se assemelharia o livro, cujas ideias vãs se concebessem quais sonhos de doente, de tal modo que nem pés nem cabeça pudessem constituir uma só forma.»


31 maio 2015

PARQUE DA PAZ, DA AMIZADE, E TUDO O RESTO É LITERATURA


Depois de “A Ronda da Noite”, a visita a Almada, Parque da Paz, lugar da leitura do Engenhoso Fidalgo no próximo dia 20. Saibam os Quixotes e as Dulcineias - já agora também os Sanchos -, que o recanto está escolhido, não muito longe dessa sugestão de pórticos e calçada romana que aí se apresenta na segunda fotografia.
São 60 hectares de relvados, caminhos e lagos onde a paz é possível. E há porcos que passeiam pela trela com os donos, e há o rio de azul não distante e sombras que se iluminam em frente de muros falantes. Poesia.
 

22 outubro 2014

25 de Outubro, 14h00, continuação da leitura de D. Quixote



Para um momento de boa disposição, a anteceder os que se aguardam para o próximo sábado. As leituras de D. Quixote têm-nos proporcionado momentos ímpares ...

24 agosto 2014

ONTEM, EM OEIRAS, NO PARQUE DOS POETAS: D. QUIXOTE "PASSEANDO PELA BRISA DA TARDE"

«E quis a minha boa sorte que o senhor D. João de Áustria acabasse de chegar a Génova e depois seguir para Nápoles para juntar-se à armada de Veneza, como depois o fez em Messina. Digo, por fim, que participei naquela felicíssima jornada, (…)»
-- Relato autobiográfico de MIGUEL CERVANTES (1547-1616), nos capítulos XXXIX, XL e XLI da Quarta Parte de “D. Quixote de La Mancha” I, relativo à sua participação na batalha naval de Lepanto (1571), travada entre os estados cristãos e o Império Otomano. – Uma história dentro da história do cavaleiro da triste figura.
 

29 julho 2014

LER A MANCHA

Revista "Ler", nº 67, Verão de 2005
 
«Não me incomoda ser um cavalo, sobretudo agora que posso pastar livremente, sem que já nada me atormente, a não ser a memória, pelas verdes pastagens da eternidade; do que eu nunca gostei, e ainda não gosto, é de cavaleiros andantes, ou antes, cavalgantes, pois quem realmente andava éramos sempre nós. Eu sei que, excepto nas corridas, quem faz a glória do cavalo é o seu cavaleiro. Se eu não tivesse tido como cavaleiro o senhor Quixote de la Mancha, ou Quixada ou Quesada, que até hoje não sei ao certo como diabo ele se chama, o meu nome teria sido esquecido por todos, antes mesmo de eu morrer.
Infelizmente não foi. (...)»
 
JOSÉ EDUARDO AGUALUSA, "Rocinante"

29 junho 2014

DULCINEIAS E QUIXOTES


Ontem, num parque da cidade, terminando a novela do Curioso Impertinente, capítulos XXXIV e XXXV da primeira parte. O circo do futebol, com os seus desmedidos sons, estava por perto. Prejudicou a leitura. Fora do programa, ainda deu para ver os penáltis.