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01 maio 2021

Voltámos

 


Ontem voltámos às sessões presenciais, com catorze entusiastas da leitura. O Cemitério de Pianos, deu o mote. A história do José Luís Peixoto não deixou ninguém indiferente. Houve quem adorasse e defendesse com paixão o seu ponto de vista e houve quem apenas lesse com cuidado e atenção e tivesse dado o tempo por bem empregue. Uns leram simplesmente ao sabor da corrente e outros leram com dificuldade. Houve quem fizesse tentativas várias e andasse para cá e para lá, mas não conseguisse agarrar a história e houve quem não lesse por não se sentir cativado ou por não ter tido acesso ao livro em tempo útil. Uma coisa é certa, a história ficcionada, mas com bases reais, deu pano para mangas e proporcionou mais umas belas horas de convívio e discussão literária.

No final da sessão, a nossa leitora Bia presenteou-nos com um poema dos “Cadernos de Verão”, da autoria do Manuel Nunes. Os interessados podem saber de tudo aqui.

Obrigada mais uma vez aos responsáveis da BSDR-Cascais, que nos garantiram, de novo, todas as condições de higiene e segurança para a realização da sessão.

02 abril 2021

30 de Abril - “Cemitério de Pianos” de José Luís Peixoto - 20h00


 Abro ao acaso e leio: 

“… a outra rua, outras casas. Corro mais depressa para que o tempo passe mais depressa. A cor das casas altas. Os telhados das casas. A minha respiração. Não quero fixar-me na minha respiração. A cor das casas: amarelo torrado, cor de laranja, quase castanho, cor de barro…”

In “Cemitério de Pianos” de José Luís Peixoto

 

05 setembro 2018

"O Caminho Imperfeito" de José Luís Peixoto - 28 de Setembro, às 21h00

Abri ao acaso e li:

"... A canja tinha patas de galinha, era o melhor. A minha mães escolhia-mas para o prato. Eu segurava-as e chupava-lhes a carne - descolava-se sem esforço. Deixava apenas os ossos, como peças de um brinquedo de montar.
Onde ficou esse rapaz? Onde me afastei dele até quase parecer que o esqueci? Que distância é esta que nos separa? ..."

in "O Caminho Imperfeito" de José Luís Peixoto (final do capítulo 50)


Esperemos que não haja sobressaltos e possamos voltar à rotina das nossas sessões, na última Sexta-feira de cada mês. Qualquer alteração, daremos noticias...

27 outubro 2013

NA SESSÃO DESTE MÊS

Nenhum Olhar, de JOSÉ LUÍS PEIXOTO.
                                            
                                           E disto, quem é que se lembra?
Como o tempo passa!

20 outubro 2013

E não fui ...

Foto minha. Cegonhas na Aldeia da Luz

"... Não vás. E não fui. Ainda que todo o dia, toda a vida, tivesse esperado por aquele instante, único entre todos os instantes, ainda que tivesse imaginado o mundo ao pormenor depois da fronteira pequena daquele instante, não fui. Não vás. Ainda que se tivesse levantado uma cegonha a planar como um abraço que nunca demos, mas que julgámos possível, ainda que todo eu a tenha olhado, ainda que lhe tenha dito espera por mim, hoje vou buscar-te, ainda que o crepúsculo nos tenha visto onde só vão os mais sinceros, entrei neste quarto, e deitei-me nesta cama, e deixei que o instante único passasse indistinto e que toda a minha vida se tornasse um lugar penoso de instantes desperdiçados, instantes desperdiçados antes do tempo, durante o fastidioso do seu tempo, depois da memória má do seu tempo, no tédio de não ter e não esperar nada. Não vás. E não fui..."

in "Nenhum Olhar" de José Luís Peixoto

10 outubro 2013

"Nenhum Olhar" de José Luís Peixoto - 25 de Outubro, 21h00


E pegando no post ali de baixo do Manel

A abrir

"Hoje o tempo não me enganou. Não se conhece uma aragem na tarde. O ar queima, como se fosse um bafo quente de lume, e não ar simples de respirar, como se a tarde não quisesse já morrer e começasse aqui a hora do calor. Não há nuvens, há riscos brancos, muito finos, desfiados de nuvens. E o céu daqui parece freso, parece a água limpa de um açude ..."

"Nenhum Olhar" de José Luís Peixoto