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06 maio 2012

Batalha de Sant'Ana




E foi justamente aqui ...
que no dia 24 de Abril de 1834 se deu a batalha de Sant'Ana, conforme é referida no livro "O ouro dos corcundas"...
"...o tenente Ferreira Cardoso apresentou-se perante o rei e fez o relatório da batalha de Sant'Ana, ocorrida perto de São Bartolomeu de Messines, em plena serra algarvia. Aí, as tropas do brigadeiro Cabreira, coadjuvadas pelas milícias de José Joaquim de Sousa Reis, fiel à causa miguelista e conhecido como o Remexido, fizeram frente e derrotaram a coluna comandada por Bernardo de Sá Nogueira, Visconde de Sá da Bandeira, e os lanceiros ingleses que o acompanhavam."

08 março 2012

O Remexido n’A Brasileira de Prazins
















Cena das lutas liberais no Algarve

“Em 1836 apareceu no Algarve a poderosa guerrilha de José Joaquim de Sousa Reis, o Remexido, em São Bartolomeu de Messines.”…

“José Joaquim, o Remexido, era um bem figurado homem de trinta e oito anos. Nascera em Estômbar, estudara para clérigo no seminário de Faro, e distinguira-se em perspicácia e subtileza na percepção das teologias. O amor inutilizou-lhe o talento aplicado a um pacífico e humaníssimo destino. Viu uma esbelta moça de São Bartolomeu de Messines quando aí foi pregar um sermão, sendo minorista. As serenas visões do levita deslumbrou-lhas a formosa algarvia. Não hesitou entre o amor da humanidade e o culto egoísta da família. Casou, e de homem estudioso e contemplativo, volveu-se lavrador, lidou rudemente nas searas, e redobrou de esforços à proporção que os filhos lhe multiplicavam o amor e os cuidados.

Insensivelmente compenetrou-se da paixão política. Nesta província, onde em 1808 estalou o primeiro grito contra o domínio francês, a liberdade proclamada em 1820 abriu um abismo entre duas facções que por espaço de dezoito anos se despedaçaram. José Joaquim de Sousa Reis alistou-se entre a clerezia de quem recebera as boas e as más ideias, e manifestou-se em 1823 um ardente sectário das más, perseguindo os afeiçoados à revolução do Porto. Em 1826 emigrou para Espanha, e voltando em 1828 extremou-se entre os aclamadores do rei absoluto. Daí em diante, receoso das retaliações, não teve mais uma hora de remansoso contentamento nem abriu mão da espada tão afoita quanto cruel.”

Após a Convenção de Évora-Monte, em 1834, foi perseguido e a sua família ameaçada pelos vitoriosos liberais, o que o levou a desencadear uma luta de guerrilha que culminou com a sua prisão, julgamento e fuzilamento em 1838.

Diversos crimes foram cometidos em seu nome e rapidamente se tornou uma lenda de temor que se espalhou até ao Alentejo. Contudo, estudos recentes parecem ilibá-lo de tais crimes e acções ignominiosas