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02 março 2021

26 de Março - ”O Velho e o Mar” de Ernest Hemingway



Abri ao acaso e li:

“… As nuvens por cima de terra erguiam-se agora como serranias, e a costa era apenas uma longa linha verde com os montes azuis-cinzentos por detrás. A água era agora de um azul-escuro, tão escuro que era quase púrpura. Ao olhar para o interior das águas via o vermelho peneirar do plâncton nas águas sombrias e a estranha luz que o sol fazia. Observava as linhas, para vê-las sumir-se da vista pela água abaixo, e sentia-se feliz por ver tanto plâncton, o que significava peixe. A estranha luz do sol nas águas, com o sol já mais alto, queria dizer bom tempo, e o mesmo dizia a forma das nuvens sobre a terra. Mas o pássaro estava quase a perder-se ao longe, e nada aparecia à superfície das águas senão alguns sargaços amarelos e queimados do sol, e a purpurínea, pomposa, iridescente, gelatinosa vela de um argonauta flutuando junto do barco. Deitou-se de lado e depois endireitou-se. E flutuava consoladamente como uma bolha, com os seus longos e mortais filamentos cor de púrpura vogando um metro atrás na água…”

In ”O Velho e o Mar” de Ernest Hemingway– Edição “Livros do Brasil” Lisboa, pág.40


As sessões presenciais continuam suspensas, mas os livros estão disponíveis por aí para serem lidos…

10 abril 2016

"O Adeus às Armas" de Ernest Hemingway - 30 de Abril às 15h00


Não a abrir, mas a fechar:

"... Mas depois de as ter posto fora do quarto, de ter fechado a porta e apagado a luz, vi que era inútil. Era como dizer adeus a uma estátua. Passado um momento saí, deixei o hospital e voltei ao hotel debaixo de chuva."

In "O Adeus às Armas" de Ernest Hemingway

Para chegar aqui, tenho que recuar 335 páginas no meu livro. Recuemos então ....