12 abril 2012

Rocco Granata - MARINA (Na morte de António Manuel Azóia Pederneiras, Coronel dos Fiambres, Presidente da Câmara de Frariz do Tâmega e herói dos Dembos)



O contraste, confesso, é banal. Vida e morte, ora bolas! Quando queremos ser realistas o que se descobre é sempre a trivialidade. No tasco do Manel Madraço, a cinquenta metros da igreja, a máquina automática de tocar discos já berra, histérica, o "Marina, Marina, Marina". Crianças enroupadíssimas correm umas atrás das outras. O céu está carregado mas não chove. As crianças, claro, riem-se.

ALEXANDRE PINHEIRO TORRES, Espingardas e Música Clássica, Lisboa, Editorial Caminho, 1987, p. 235.

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