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01 junho 2025

“A Cidadela Branca” de Orhan Pamuk - 27 de junho às 20h00


Sinopse

Em pleno século XVII, num mundo misto de fantástica sabedoria e de assustadora barbárie, um jovem estudante italiano viajava tranquilamente de Veneza para Nápoles quando foi capturado por piratas turcos. Após algumas voltas e reviravoltas do destino, torna-se escravo de um estranho cientista turco , conhecido como o Mestre.
Este sábio, ávido pelo conhecimento científico e progressos intelectuais do Oeste, procura, recorrendo ao diferente saber do prisioneiro, conseguir o seu aperfeiçoamento intelectual e científico, e nos anos que se seguiram o escravo ensina ao Mestre o que ele aprendera no velho continente, da medicina à pirotecnia. Mas Hojas, o Mestre quer mais: quer saber o porquê de serem quem são e até que ponto, uma vez desvendados e trocados os seus mais íntimos segredos, as suas identidades não serão confundidas ou trocadas.


09 fevereiro 2025

EDUCAÇÃO SENTIMENTAL DOS LEGENTES (1)

O título O Romancista Ingénuo e o Sentimental corresponde a um conjunto de conferências proferidas por Orhan Pamuk em 2009 na Universidade de Harvard. Li-as há mais de dez anos, pouco depois da sua publicação em Portugal.

Falando de romancistas, são também os leitores que estão sob o foco analítico do escritor turco.

Temos assim o leitor ingénuo e o sentimental, sendo que este é o leitor reflexivo, o que sente a leitura para lá do mero entretenimento ou da devassa de vidas excepcionais proporcionadas pela arte do romance.

Enquanto o leitor ingénuo, desejoso de conhecer o desfecho dos enredos, abomina muitas vezes as descrições demoradas e atribui menor importância à profundidade psicológica das personagens, o leitor sentimental-reflexivo procura aquilo a que Pamuk chama o centro do romance, ou seja, a coerência interna da obra, por vezes dissimulada no subtexto ou na propensão alegórica da voz narrativa.

Uns e outros (leitores ingénuos e sentimental-reflexivos) partilham da enorme alegria de ler romances. Ambos se aceitam como sinceros e estimáveis, o que não significa que não tentemos fazer alguma coisa para os tornar melhores.