26 maio 2016

Moon River - Breakfast at Tiffany's



" ... Para além disso, ela tinha um gato e tocava viola. Nos dias em que o sol batia de chapa, lavava o cabelo e, acompanhada pelo gato, um maltês de listas vermelhas, sentava-se na escada de incêndio a dedilhar a viola enquanto secava a cabeça. Sempre que ouvia a música, punha-me à janela sem me fazer notar. Ela tocava muito bem e às vezes também cantava ..."

In "Breakfast at Tiffany's" de Truman Capote

Episódio integral do livro em cena (deliciosa) do filme...

25 maio 2016

A propósito das obsessões de Joe Bell



"Once again, we present Our Gal Sunday, the story of an orphan girl named Sunday from the little mining town of Silver Creek, Colorado, who in young womanhood married England's richest, most handsome lord, Lord Henry Brinthrope. The story that asks the question: Can this girl from the little mining town in the West find happiness as the wife of a wealthy and titled Englishman?"


Imagem e sinopse daqui.

"... Impossível mesmo, se não partilharmos as suas obsessões, sendo uma delas a Holly. Algumas das outras são: hóquei no gelo, cães Weimaraner, Our Girl Sunday, uma telenovela radiofónica que segue religiosamente há quinze anos, e Gilbert e Sullivan - garante ele que é parente de um deles, não me lembro qual..."

- As obsessões de Joe Bell, o dono do bar no "Breakfast at Tiffany's". -

Desde que lemos os folhetins de Pedro Camacho, a palavra radionovela aguça-me de imediato a curiosidade, vai daí ..... 




23 maio 2016

CICLO DE ENCONTROS COM ESCRITORES - NO EL CORTE INGLÉS

CARLOS QUERIDO com o livro Príncipe Perfeito - Rei Pelicano, Coruja e Falcão. 31 de Maio, terça-feira, às 19,00 horas, no restaurante do "El Corte Inglês", piso 7.
Evento facebook:

17 maio 2016

"Breakfast at Tiffany's"* de Truman Capote - 28 de Maio às 15h00


*Título em inglês no original 

Vamos lá então à história de Holly Golighly, personagem eternamente associada à maravilhosa Audrey Hepburn.


08 maio 2016

01 maio 2016

"O ADEUS ÀS ARMAS"

Dois desenhos do nosso novo companheiro MIGUEL REBELO oferecidos à Comunidade. E a discussão continuou depois da sessão. Se o subtítulo "O absurdo" poderia adequar-se ao romance, se estávamos perante um livro em forma de "Pentateuco", se as verdes colinas de África já se mostravam naquele tempo em Itália, se era uma história de amor ou um hino condenatório da guerra... Lá dizia o José Afonso "que não há só gaivotas em terra / quando um homem se põe a pensar". Neste caso, foram vários homens e uma mulher. Obrigado ao Miguel Rebelo e a todos.

28 abril 2016

STRESA e ISOLA BELLA

«Mas com Catherine quase não havia diferença entre ser noite ou ser dia, senão que a noite era ainda melhor.»
 

19 abril 2016

Amadeo de Souza Cardoso


Amadeo de Souza Cardoso, “A Casa de Manhufe”, 1913


Para quem não puder ir até Paris...
O artista na RTP 1, amanhã, 20 de Abril às 20h59, logo depois do jornal da noite.
Há coisas que valem a pena. E certamente esta será uma delas.
Mais informação aqui!

PS: Para alguns trará também a recordação de uma viagem memorável!

10 abril 2016

"O Adeus às Armas" de Ernest Hemingway - 30 de Abril às 15h00


Não a abrir, mas a fechar:

"... Mas depois de as ter posto fora do quarto, de ter fechado a porta e apagado a luz, vi que era inútil. Era como dizer adeus a uma estátua. Passado um momento saí, deixei o hospital e voltei ao hotel debaixo de chuva."

In "O Adeus às Armas" de Ernest Hemingway

Para chegar aqui, tenho que recuar 335 páginas no meu livro. Recuemos então ....

17 março 2016

A IMPRENSA PERIÓDICA NEO-REALISTA NOS SEUS PRIMÓRDIOS (2)

Primeiro número da revista Altitude (1939) de que FERNANDO NAMORA foi um dos fundadores e directores, juntamente com CORIOLANO FERREIRA, JOÃO JOSÉ COCHOFEL e JOAQUIM NAMORADO. Publicaram-se somente dois números. De FERNANDO NAMORA há um poema, Pintura, o excerto de um romance a que dava o título Salto Mortal, mas cujo texto veio a ser englobado em Fogo na Noite Escura, e uma "Página Inútil", publicada sob pseudónimo feminino, MARIANA CAMPOS, um pouco ao jeito das notas diarísticas de IRENE LISBOA e NATÁLIA NUNES nos seus começos.
-- Fonte: MÁRIO SACRAMENTO, Fernando Namora, Lisboa, Editora Arcádia - Colecção a Obra e o Homem, s/d.
 

16 março 2016

"Casa na Duna" de Carlos de Oliveira - 2 de Abril às 15h00


A abrir

"Na gândara há aldeolas ermas, esquecidas entre pinhais, no  fim do mundo. Nelas vivem homens semeando e colhendo, quando o estio poupa as espigas e o inverno não desaba em chuva e em lama. Porque então são ramagens torcidas, barrancos, solidão, naquelas terras pobres."

In "Casa na Duna" de Carlos de Oliveira

Amigos, porque o último sábado do mês de Março, está no fim-de-semana Pascal, avançamos excepcionalmente com a nossa sessão de leitura, para o dia 2 de Abril.

A IMPRENSA PERIÓDICA NEO-REALISTA NOS SEUS PRIMÓRDIOS (1)


Elemento decisivo na estruturação do aparelho cultural neo-realista, a imprensa periódica desempenhou um papel pleno de riscos e contrariedades.
Caso assinalável é o da revista Cadernos da Juventude (Coimbra, 1937), cujos exemplares do primeiro e único número (63 páginas) foram apreendidos ainda na tipografia e destruídos pelo fogo em auto-de-fé no pátio do Governo Civil de Coimbra.
Salvaram-se dois exemplares, o que permite conhecer o conteúdo da publicação. Palavras do prefácio: « Para nós, a juventude vale na medida em que possui a consciência da sua universalidade e a noção bem viva da sua posição no mundo como elemento essencial de fecunda transformação.» 
Um artigo assinado por Manuel Filipe, com o título “Considerações sobre a missão do intelectual e o problema da cultura”, centrava-se no ensaio La trahison des clercs, de Julien Benda, discutido naquela altura nos círculos restritos da vida cultural portuguesa. Benda defendia a independência política e a neutralidade partidária dos intelectuais, em desacordo, portanto, com o comprometimento militante dos escritores e artistas do neo-realismo nascente. «A concepção de Benda pretende prolongar, num mundo que já se descobriu contraditório, a memória duma estabilidade primordial à qual o homem teria unicamente de se acomodar», diz-se no artigo. Para os Cadernos, o artista, o escritor, o cientista e o filósofo não podem encerrar-se nas suas "torres de marfim", desvinculados do momento histórico, limitando-se a dizer: "O meu reino não é deste mundo."

--- Fontes: António Pedro Pita, Conflito e Unidade no Neo-Realismo Português e Luís Augusto Costa Dias, A Imprensa Periódica na Génese do Movimento Neo-Realista (1933-45).

11 março 2016

OS CAMINHOS QUE FAZEMOS

Desta feita, entre Lisboa, Vila Franca e Alhandra: com a visita ao  museu do Neo Realismo, pudemos inteirar-nos de factos, figuras e histórias ligadas ao Movimento, algumas delas desconhecidas ou de ligações insuspeitadas. Complementar as leituras de Redol e Pereira Gomes com esclarecimentos de locais, ambientes e contextos, foi, a todos os títulos, uma experiência inolvidável. Mais inolvidável ainda porque estes caminhos que fazemos -- das leituras, reflexão, questionamento, procura e descobertas, de tantas formas -- também estas das visitas, percursos e convívio, tudo isto fazemos em grupo, cultivando, imperceptivelmente, uma harmonia e uma riqueza espiritual que só a amizade concede.
Aqui ficam algumas imagens, para juntar a outras que já tinham sido partilhadas. Obrigada a todos.







26 fevereiro 2016

ALHANDRA (3)

Toponímia, memoração toponímica e imagens obtidas no museu: telhal com esteiros ao fundo (cerca de 1930, aquando da passagem de um zepelim) e amostra de tijolos.
=Fotos de 23 e 24-02-2016= 
 

25 fevereiro 2016

"ESTEIROS" E O CINEMA

Estes os filmes vistos pelos heróis de Esteiros na 3ª parte do romance, PRIMAVERA, capítulo 1. O primeiro, A Dama das Camélias (1937), dirigido por George Cuckor e interpretado por Greta Garbo e Robert Taylor; o segundo, um dos muitos protagonizados por Tim Mc Coy, Bulldog Courage (1935), que em Portugal terá recebido o título de “Cavaleiro sem Medo”.
Muito realista tudo o que é narrado sobre a forma como, naquela época, ocorria o espectáculo. As salas de reprise, tanto de Lisboa como da Província, passavam dois filmes por sessão, e a entrada estava condicionada a certas normas de indumentária. Gineto foi impedido de entrar por não trazer casaco, sendo salvo pela criança raquítica que lhe emprestou o seu. Por outro lado, os mais novos entravam sem pagar se acompanhados de um adulto, e daí os rogos de Cocas aos que iam chegando: «Deixe-me entrar consigo. Deixe.»
Por vezes, a emoção apoderava-se dos espectadores a ponto de confundirem a ficção com a realidade. Saguí, angustiado, gritava na sala: «Cuidado, Macacoy, que o gajo tá na esquina!».
Um capítulo belo e divertido sobre a grande fábrica de sonhos que é o Cinema.

24 fevereiro 2016

ALHANDRA (2)

«Moro numa casa de dois andares de janelas amplas, em que me debruço, horas e horas, a contemplar os horizontes e a resolver os problemas transcendentes do Espírito. Julgo que sou poeta.» --- Abertura de um conto publicado por Soeiro Pereira Gomes em O Diabo, nº 267, 4-11-1939 - Texto recolhido em "Obra Completa", Editorial «Avante!».
 
=Fotos de 23-02-2016=

23 fevereiro 2016

ALHANDRA (1)

 Alhandra e o rio vistos do mirante
A capela de Santa Alcamé - Senhora das Cheias. Margem esquerda do Tejo, na lezíria.
 
=Fotos de 23-02-2016=
 

Alteração das sessões mensais da Comunidade de Leitores!


Como já será do conhecimento de todos, devido a decisões de logística da CM de Cascais, não será possível assegurar na Biblioteca de S. Domingos de Rana, as nossas sessões habituais da última Sexta-feira de cada mês.


Por esse motivo, foi-nos oferecida a alternativa de nos reunirmos no último Sábado de cada mês, na Sala Polivante.

Em consequência, a próxima sessão da Comunidade de Leitores sobre o livro “Esteiros”, será já no dia 27 de Fevereiro, Sábado, às 15h00, na referida Sala Polivante da nossa Biblioteca.

Esperamos poder continuar a contar, com a presença de todos. 

Até lá…

01 fevereiro 2016

"Esteiros" de Soeiro Pereira Gomes - 27 Fevereiro às 15h00*



"Gineto, Gaitinhas, Malesso, Maquineta, tantos outros, são os operários-meninos dos telhais à beira dos esteiros do Tejo. Sujeitos à dureza do trabalho quando o conseguem arranjar, vadiando ou roubando para comer durante o resto do tempo, apesar de tudo - sonham." 


* Se é na Biblioteca de SDR ou não, logo se vê. O que sabemos é que lá estaremos, seja onde for!