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09 julho 2012

Do amor e dos seus demónios

“Fedra”, Acto 2 Cena 5, por Anne-Louis Girodet de Roussy-Trioson (1824)
 
Fala Fedra:
 
"Cruel! Ah! Tu bem me entendeste.
Falei bastante claro p’ra que duvidasses;
Ah! Vais conhecer Fedra em todo o seu furor:
Amo. Amo-te. Não penses que neste instante,
Inocente a meus olhos, me aprovo a mim mesma,
Nem que do louco amor que me turva a razão
Cobarde complacência nutra o seu veneno.
Objecto de infortúnio das iras celestes,
Abomino-me mais do tu me detestas.
As minhas testemunhas são Deuses, os Deuses
Que acenderam em mim fogo fatal à estirpe.
Os Deuses que se gabam da cruel vitória
Sobre este coração duma frágil mortal.
Em espírito, tu próprio, recorda o passado.
Não chegava fugir de ti; cruel expulsei-te.
Eu quis que me julgasses odiosa, inumana;
E, p’ra te resistir, teu ódio provoquei.
Afinal, que lucrei, com inúteis cuidados?
Tu odiavas-me mais, eu não te amava menos ….”

In “Fedra” de Jean Racine, Acto 2 Cena 5 (Biblioteca Sudoeste – Transcrição em versos dodecassílabos portugueses, Posfácio e Notas, António Barahona)

04 julho 2012

Fedra, de Jean Racine, Sexta-feira, 27 Julho, às 21h00


De volta aos Clássicos, entramos na tragédia grega com "Fedra".
Face à dificuldade em encontrarmos disponível o livro de Eurípedes, acabámos por optar pelo de Jean Racine.
Boa leitura!