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27 outubro 2012

AINDA JORGE AMADO

"Jantar organizado no restaurante do aeroporto de Lisboa, em Janeiro de 1953. Podem ver-se, da esquerda para a direita, o editor Francisco Lyon de Castro, Mário Dionísio (semiencoberto), Alves Redol, Maria Lamas, Jorge Amado, Ferreira de Castro, Carlos Oliveira, José Cardoso Pires, João José Cochofel, Fernando Piteira Santos e Roberto Nobre. Ao fundo, em último plano, à esquerda, vê-se o inspector da PIDE Rosa Casaco (mais tarde envolvido no assassinato do general Humberto Delgado). Todos os outros elementos que se vêem ao fundo, à direita, e os que estão em primeiro plano, de frente, eram também agentes da polícia política."
ÁLVARO SALEMA, Jorge Amado, o Homem e a Obra, Presença em Portugal, Publicações Europa-América, 1982, p. 48.

26 outubro 2012

A fechar


“… E pela madrugada, quando as sombras ainda envolviam os campos húmidos de orvalho, e no ar se elevava a quele cheiro poderoso de terra, Nenén partiu para a caatinga pelo mesmo caminho seguido um dia por Jerónimo e sua família. Os brotos de dor e de revolta cresciam naquela seara vermelha de sangue e fome, era chegado o tempo da colheita.

Final de “Seara Vermelha” de Jorge Amado.
* As fitinhas têm impressos nomes de personagens criados por Jorge Amado nos seus vários romances.

24 outubro 2012

Os caminhos da fome

“Os Retirantes” - Portinari, 1944
 “…E através da caatinga, cortando-a de todos os lados, viaja uma inumerável multidão de camponeses. São homens jogados fora da terra pelo latifúndio e pela seca, expulsos de suas casas, sem trabalho nas fazendas, que descem em busca de São paulo, Eldorado daquelas imaginações. Vêm de todas as partes do Nordeste, na viagem de espantos, cortam a caatinga abrindo passo pelos espinhos, vencendo as cobras traiçoeiras, vencendo a sede e a fome, os pés descalços nas alpergatas de couro, as mãos rasgadas, os rostos feridos, os corações em desespero. São milhares e milhares se sucedendo sem parar…”

 
In “Seara Vermelha” de Jorge Amado (Livro primeiro, Os caminhos da Fome, A caatinga)

04 outubro 2012

"Seara Vermelha" de Jorge Amado, 26 de Outubro às 21h00



“Lá vem Lucas Arvoredo
Armado com seu fuzil.
O sertão treme de medo,
Já matou pra mais de mil...

Lá vem Lucas Arvoredo
Armado com seu fuzil...
Menina, não tenha medo,
Meu apelido é gentil...
…”

Assim canta Bastião, em noite de festa, os feitos de Lucas Arvoredo, em “Seara Vermelha” de Jorge Amado