O nosso amigo acordara bem humorado. Não havendo ali quem me guardasse o cavalo, disse-me José Augusto que o trouxesse para o quarto. Ora, o quarto estava na plana do corredor, ao rés da rua e não era a primeira visita semelhante que recebia. Entrou o cavalo para o quarto, enquanto José Augusto se vestia, e a dona da casa, acordada pelo pisar estrondoso do irracional, dizia de lá que éramos todos a mesma gente.
Camilo Castelo Branco, "Duas Horas de Leitura"
Blogue da Comunidade de Leitores da Biblioteca de S. Domingos de Rana - Cascais - Portugal
02 setembro 2010
29 agosto 2010
09 julho 2010
A Comunidade de Leitores está no Facebook
c. 1875/6
PIERRE-AUGUSTE RENOIR (1841 — 1919)
Óleo sobre Tela, 47 x 38 cm
Musée d'Orsay, Paris.
E não só!
25 fevereiro 2010
"O Jogador" de Dostoievski
23 fevereiro 2010
"O Jogador" de Dostoievski
Idealizando uma imagem de Polina Aleksándrovna, fico-me por este retrato de mulher da autoria dum pintor húngaro contemporâneo de Dostoievski: – Szinyei Merse (1845-1920). Polina, a paixão tormentosa de Aleksei Ivánovitch, protagonista de O Jogador, merece bem esta pequena nota. Uma bela personagem!10 janeiro 2010
"CONTOS" de EÇA DE QUEIROZ
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Foi em Cuba que Eça escreveu o conto Singularidades de Uma Rapariga Loura. (Sexta-feira 29 de Janeiro na Comunidade de Leitores de São Domingos de Rana).
Ver a cronologia das obras aqui
06 dezembro 2009
LA LOCA DE LA CASA, Rosa Montero
Como a autora refere, o relato autobiográfico nunca é fidedigno. Interpõem-se entre o narrador (autobiógrafo) e os factos narrados os ponderosos efeitos da memória e da selectividade (por vezes inconsciente). É por isso que de acordo com Jean Starobinsky, um estudioso de literatura autobiográfica, a imagem do eu transmitida na autobiografia não é dissociável de um certo coeficiente de alteridade.Isto para dizer o quê? Que estoy encantado com o livro da Rosa Montero, e que apesar de tudo o que se diz sobre a impostura inerente aos escritos autobiográficos, me pareceu muito sincero e corajoso o capítulo 3, aquele em que a autora, com vinte e três anos, se envolve sexualmente com o actor de cinema M.
Uma boa surpresa este livro que já li até metade. Lá estaremos dia 18, no nosso espaço de livros e emoções.
M.N.
21 novembro 2009
O QUE DIZ MOLERO
Este é o meu livrinho, uma edição do Círculo de Leitores de 1978. Belos tempos! Fui buscá-lo ao fundo da estante, dormindo entre o Diário de Anne Frank e A Guerra dos Mundos de H.G.Wells.(Os meus livros não escolhem companhias, dão-se com todos.)
O que eu já me ri com a história dos camones, um verdadeiro filme em trinta e uma partes.
Porém, o episódio do combate entre Bowen e Burke tem um epílogo comovente.
Até sexta-feira.
M.N.
Até sexta-feira.
M.N.
01 novembro 2009
PLANO DE LEITURAS PARA 2010
UM TEMA POR TRIMESTRE
De Eça à Literatura Russa:
Janeiro: Contos de Eça de Queiroz
Fevereiro: O Jogador de Fiédor Dostoiévsky
Março: Contos de São Petersburgo de Nikolai Gógol
Intertextualidades:
Abril: Morte em Veneza de Thomas Mann
Maio: Nação Crioula de José Eduardo Agualusa
Junho: Caim de José Saramago
Intertextos: filme Morte em Veneza de Luchino Visconti; A Correspondência de Fradique Mendes de Eça de Queiroz e a Bíblia.
Territórios do feminino:
Julho: O Sonho Mais Doce de Doris Lessing
Agosto: Mrs. Dalloway de Virginia Woolf
Setembro: Os Teclados de Teolinda Gersão
Literatura Anglo-Saxónica:
Outubro: A Noite do Oráculo de Paul Auster
Novembro: Os Homens que Amaram Evelyn Cotton de Frank Ronan
Dezembro: Amsterdão de Ian McEwan
De Eça à Literatura Russa:
Janeiro: Contos de Eça de Queiroz
Fevereiro: O Jogador de Fiédor Dostoiévsky
Março: Contos de São Petersburgo de Nikolai Gógol
Intertextualidades:
Abril: Morte em Veneza de Thomas Mann
Maio: Nação Crioula de José Eduardo Agualusa
Junho: Caim de José Saramago
Intertextos: filme Morte em Veneza de Luchino Visconti; A Correspondência de Fradique Mendes de Eça de Queiroz e a Bíblia.
Territórios do feminino:
Julho: O Sonho Mais Doce de Doris Lessing
Agosto: Mrs. Dalloway de Virginia Woolf
Setembro: Os Teclados de Teolinda Gersão
Literatura Anglo-Saxónica:
Outubro: A Noite do Oráculo de Paul Auster
Novembro: Os Homens que Amaram Evelyn Cotton de Frank Ronan
Dezembro: Amsterdão de Ian McEwan
18 outubro 2009
Reflexões sobre a leitura de romances
As pessoas sérias, todos os sociólogos vo-lo dirão, não lêem romances. Basta-lhes o jornal. Sabe-se que vão lendo durante o tempo de férias – Balzac ou Saint-Simon –, mas no resto do ano consagram à literatura viva o desprezo que ela merece. O romance encontra-se relegado nas margens da vida verdadeira, da vida que a sociedade assim considera como garantia do seu desenvolvimento produtivo. Tolera-se a literatura com o único fim de distrair os inadaptados, aqueles a quem a televisão e o estádio não satisfazem completamente.
-
(Traduzido de PHILIPPE FOREST - Le roman, le réel - Nantes, Éditions Cécile Defaut, 2007, p. 21.)
17 outubro 2009
05 outubro 2009
19 setembro 2009
LIVROS PARA 2010
Dante Castelani
Sei que ainda falta algum tempo, mas já ando com umas ideias para os nossos livros de 2010. Aqui vão três propostas que somadas às das nossas leitoras e leitores (raros) permitirão a eleição dos doze livros do ano – sem campanhas, sondagens e outras coisas que tais:
= “O Crime do Padre Amaro” de Eça de Queiroz, em diálogo com a pintura alusiva de Paula Rego.
= “Morte em Veneza” de Thomas Mann, tendo presente o filme homónimo de Luchino Visconti.
= “O Vendedor de Passados” de José Eduardo Agualusa, não perdendo de vista os escritos de Jorge Luís Borges.
Que tal?
Anseio pelo momento límpido da escolha.
M.N.
09 setembro 2009
"O OUTONO EM PEQUIM" de Boris Vian, 25 de SETEMBRO, 21 HORAS
08 setembro 2009
BORIS VIAN - LE DÉSERTEUR
Monsieur le Président
Je vous fais une lettre
Que vous lirez peut-être
Si vous avez le temps
Je viens de recevoir
Mes papiers militaires
Pour partir à la guerre
Avant mercredi soir
Monsieur le Président
Je ne veux pas la faire
Je ne suis pas sur terre
Pour tuer des pauvres gens
C'est pas pour vous fâcher
Il faut que je vous dise
Ma décision est prise
Je m'en vais déserter
Depuis que je suis né
J'ai vu mourir mon père
J'ai vu partir mes frères
Et pleurer mes enfants
Ma mère a tant souffert
Elle est dedans sa tombe
Et se moque des bombes
Et se moque des vers
Quand j'étais prisonnier
On m'a volé ma femme
On m'a volé mon âme
Et tout mon cher passé
Demain de bon matin
Je fermerai ma porte
Au nez des années mortes
J'irai sur les chemins
Je mendierai ma vie
Sur les routes de France
De Bretagne en Provence
Et je dirai aux gens:
Refusez d'obéir
Refusez de la faire
N'allez pas à la guerre
Refusez de partir
S'il faut donner son sang
Allez donner le vôtre
Vous êtes bon apôtre
Monsieur le Président
Si vous me poursuivez
Prévenez vos gendarmes
Que je n'aurai pas d'armes
Et qu'ils pourront tirer
(Contributo de Custódia Coroa, que nos mostrou esta canção com letra e música de Boris Vian.)
18 agosto 2009
"MEMÓRIAS DE ADRIANO"
15 agosto 2009
PLOTINA

Lembro-me, Plotina, de quando demos as mãos
naquele dia de Inverno em Antioquia. O sismo
derrubara as traves das casas,
naquele dia de Inverno em Antioquia. O sismo
derrubara as traves das casas,
espalhara um cheiro de morte
nas florestas e praias da Síria,
e entre o desânimo dos soldados, que viam
na catástrofe o presságio de próximas derrotas,
nas florestas e praias da Síria,
e entre o desânimo dos soldados, que viam
na catástrofe o presságio de próximas derrotas,
só o Imperador,
heroicamente obstinado, acreditava nos reflexos
de oiro lavrados nas areias da Ásia.
Lias-me um poema grego, a tua voz era
um cântico de musa, e um diadema de volutas
cingia-te a fronte. Tive a certeza,
naquele instante de suprema elevação, feito
de poesia e dos mais puros afectos,
de que eram os mesmos os caminhos
por onde seguíamos, que tu me conhecias e amavas
como o vento conhece e ama
as copas das árvores, os cabelos das mulheres,
o delírio ondulante das searas
nas tardes rubras do mês das espigas.
Estive sempre longe e perto de ti. Busco agora,
heroicamente obstinado, acreditava nos reflexos
de oiro lavrados nas areias da Ásia.
Lias-me um poema grego, a tua voz era
um cântico de musa, e um diadema de volutas
cingia-te a fronte. Tive a certeza,
naquele instante de suprema elevação, feito
de poesia e dos mais puros afectos,
de que eram os mesmos os caminhos
por onde seguíamos, que tu me conhecias e amavas
como o vento conhece e ama
as copas das árvores, os cabelos das mulheres,
o delírio ondulante das searas
nas tardes rubras do mês das espigas.
Estive sempre longe e perto de ti. Busco agora,
nas folhas da memória, o viso terno do teu rosto de diva.
Amei-te mais com a alma e menos com o corpo,
e só por isso foste verdadeiramente minha.
Passaste como a ave
que risca os céus e se detém no olhar
de quem está preso à terra.
Salvaste-me.
Manuel José Nunes
13 agosto 2009
"MEMÓRIAS DE ADRIANO"
O estilo lacónico do imperador, admirável nos exércitos, era insuficiente em Roma; a imperatriz, cujos gostos literários se aproximavam dos meus, persuadiu-o a deixar-me compor os seus discursos. Foi o primeiro dos bons serviços que fiquei devendo a Plotina.
11 agosto 2009
"MEMÓRIAS DE ADRIANO" de Marguerite Yourcenar - 28 de Agosto, 21 horas
Sentimos, confessamo-lo, alguma relutância em admitir que um episódio tão feliz como a subida ao trono do maior imperador da Antiguidade, se tenha devido a uma coincidência banal e um tanto suja, como o adultério. No entanto, Dione Cássio dá-nos como certo que Adriano se qualificou para tomar o posto de Trajano, morto sem deixar herdeiros, devido a um único título: o de amante da mulher dele, Plotina.
In História de Roma - Da Fundação à Queda do Império, Indro Montanelli
03 agosto 2009
As nossas Cidades (In)visíveis


Évora
Lisboa, Mapa do séc. XVI
Lisboa, Mapa do séc. XVI

Palácio e Quinta do Marquês de Pombal, Oeiras
Rossio, Lisboa
Café no Quartier Latin, Paris
Vale de Alcântara, Lisboa

Paris

Zocalo, Cidade do México


Paris

Zocalo, Cidade do México
Rialto, Veneza
Recanto, Veneza

Piazza del Campo, Siena


Lisboa em hora de ponta

Recanto, Veneza

Piazza del Campo, Siena
Jerusalém, «cidade divina»


Lisboa em hora de ponta
Jerusalém


Siena


Cidade do México

Canal, Cidade do México

Cidade do México

Catedral, Cidade do México

Mercado da fruta, Caldas da rainha
Baía de Cascais


Aveiro

Atenas


Cidade do México

Canal, Cidade do México

Cidade do México

Catedral, Cidade do México

Mercado da fruta, Caldas da rainha
Baía de Cascais


Aveiro

Atenas
Parque, Caldas
da Rainha

Recanto, Évora

Parténon, Atenas

Lisboa

Fachada, Lisboa

Lisboa

Lisboa Pombalina
da Rainha
Recanto, Évora

Parténon, Atenas

Lisboa

Fachada, Lisboa

Lisboa

Lisboa Pombalina
Funchal
«Samarcan é uma nobre cidade, adornada com formosos jardins e circundada por uma planície onde se criam todos os frutos que o homem possa desejar.», in O Livro de Marco Polo, Lx, Portugália, 1971
«O Viajante (...) não hesita em apontar Samarcanda e os seus jardins.», in Italo Calvino, As Cidades Invisíveis, Lx, Teorema, 2008
«O Viajante (...) não hesita em apontar Samarcanda e os seus jardins.», in Italo Calvino, As Cidades Invisíveis, Lx, Teorema, 2008
No decorrer da nossa animada e concorrida sessão de 31/07 e a propósito das cidades de I. Calvino, cada participante referiu a cidade/s que por motivos visíveis ou invisíveis guarda no coração. Passo a enumerá-las:
Para o Laurindo, a cidade tem o nome perfumado de Funchal e dispõe-se em presépio (a Lapinha) a partir das colinas, sobre o Atlântico, sempre com uma flor como pano de fundo, entre o céu e o mar;
Para o Laurindo, a cidade tem o nome perfumado de Funchal e dispõe-se em presépio (a Lapinha) a partir das colinas, sobre o Atlântico, sempre com uma flor como pano de fundo, entre o céu e o mar;
Já muitos outros escolheram Lisboa, não uma, mas as suas Lisboas: a cidade fluvial dos ribeiros, regueirões e boqueirões que a atravessavam em tempos idos, que a tornavam fresca e hortícula e os estratos de história acumulados e encontrados a cada esquina, para o Manuel; a cidade dos telhados vermelhos vista da suspensão da ponte para a Cristina;também para a Filomena, o encantamento da cidade vista da ponte, refulgindo ao por do sol; o encanto de uma cidade redescoberta para a Teresa através dos percursos das suas águas; para a Odete, a Lisboa dos bairros das colinas e das praças ajardinadas, como a do Príncipe Real;para mim, cidade amada e detestada em simultâneo, mas que cativa ao ser descoberta, nos seus recantos e memórias históricas e encanta na luminosidade do seu céu, de um perfeito azul; para a Graça, o fascínio reside na Lisboa do constante movimento e tráfego; na confusão citadina que expressa o pulsar de uma vida intensa e nesse movimento initerrupto ilustra uma sensação de liberdade;
Cristina referiu ainda o seu gosto por Aveiro das linhas de água e tempos de estudante;
Para o Fausto, Cascais, é a vila perfeita, que se percorre com prazer e onde se contempla o mar;
Para Lurdes, a «sua» cidade é uma cidade do passado: Lourenço Marques, paraíso à beira do Índico;
Évora, a«princesa do Alentejo», é a cidade de eleição da Manuela, que passa bem sem o mar ou a beira-rio. Sendo uma mulher do sul, necessita dos espaços amplos da planície e da cidade branca e calma, cercada de muralhas que a contém, mas não limitam, cuja cor dos campos circundantes muda com a estação, plena de memória histórica, ilustrada na toponímia, seja a Rua das Gatas ou a das Cozinhas d'el Rei, onde também eu gostaria de morar e observar a linha do horizonte nos dias de fim de Verão, quando os pássaros regressam para o abrigo das velhas fortalezas espalhadas na planura;
Amélia parte da Bersabeia de I.Calvino para referir Jerusalém, cidade simultâneamente existente e não existente,terrena e celestial, afundada sob as camadas da história, marcada pelo sofrimento dos seus povos, dividida entre três religiões; ao mesmo tempo a cidade utópica, divina e celestial, do pensamento judaico/cristão, em que a cidade idealizada, medida, geométrica e funcional convive no imaginário com a realidade imperfeita da cidade dos «homens»;
Para o João, em viagem de deambulação pelo centro do país, a cidade de eleição é um poiso no percurso: Caldas da Rainha,local onde n/ foi feliz na vida militar, é agora um espaço onde respira em liberdade;
Teresa refere ainda Siena, a cidade medieval toscana, de telhados vermelhos e prédios coloridos, com a sua fascinante e oblíqua Piazza del Campo, também ela configurada segundo pontos e curso das suas águas;
A cidade da Custódia é a Paris, dos seus tempos de estudante: significou a abertura do mundo e das ideias, trocadas nas tertúlias dos seus cafés; cidade sentimental e apaixonante; também para ela um espaço de liberdade à beira do Sena;
A desmensurada urbe da Cidade do México, com os seus 30 milhões de habitantes ou mais, é a cidade da Maria José. Esta nova Babilónia, espécie de caos instituído, é um puzzle de cidades, construída sobre o lago e a capital azteca, dependente dos humores do vulcão. Nela se contém cantos, recantos e cheiros latinos; uma estreita ligação com a água; a cor intensa; a mistura de raças e tipos dos seus habitantes. Também ela pretenderia ser, à partida, a cidade ideal do conquistador espanhol, com a sua imensa Plaza Mayor (Zocalo); tornou-se uma tapeçaria de cidades onde tudo, os bairros coloniais, o caos e a arquitectura moderna, tem lugar;
Claúdia escolhe Atenas, paralelamente poética e feia, como a sua cidade, que é necessário viver para a descobrir, para lá do eterno Parténon;
Para mim são ainda motivo de encanto a opulenta e decadente Veneza dos canais sujos, que brilham como prata ao sol, palácios afundados e escadarias meias submersas onde apetece sentar e cismar. Ou a minha espraiada Oeiras das antigas quintas pombalinas, de terras férteis e jardins cuidados, para a qual é preciso recuperar a identidade escondida atrás do dormitório periférico.
E remato com uma outra citação de Calvino: «É desta onda que reflui das recordações que a cidade se embebe como uma esponja e se dilata.(...). Mas a cidade não conta o seu passado, contém-no como as linhas da mão, escrito nas esquinas das ruas, nas grades das janelas, nos corrimões das escadas, nas antenas dos pára-raios, nos postes das bandeiras, cada segmento marcado por sua vez de arranhões, riscos, cortes e entalhes.» (p. 15)
Está contida, igualmente, na vivência, admiração e paixão que por ela nutre cada habitante/visitante.
Paula
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