26 julho 2013

Auto- Retrato do escritor enquanto corredor de fundo





«Na profissão de romancista (...) não existe vitória nem derrota. Podemos falar em números de exemplares vendidos e de prémios literários conquistados, da mesma forma que o elogio da crítica pode muito bem funcionar como ponto de referência relativamente ao êxito (...), mas nada disso tem um significado por aí além. Verdadeiramente importante é o facto de, com a sua escrita, o autor atingir a finalidade a que se propôs, o nível que estabeleceu como meta. E olhem que não é fácil justificar o fracasso. Aos olhos dos outros, podemos sempre engendrar uma qualquer explicação razoável, mas, no fundo, o nosso coração não se deixa enganar. Neste sentido, pode dizer-se que escrever romances e  correr a maratona são coisas muito parecidas. Fundamentalmente, um escritor possui uma motivação interior, uma força calma que não precisa de aprovação nem de ser validada através de critérios exteriores.»

Haruki Murakami, Auto-retrato do Escritor..., Alfragide, Casa das Letras, 2009, p.18

5 comentários:

Manuel Nunes disse...

Isto é o que se chama fazer o "trabalho de casa".
Paula e Manuela: boas arqueologias lá por esse Alentejo de todas as civilizações.
Joca e Ludovina, perdão, Etelvina: obrigado pela sugestão deste livro que não se esquecerá tão cedo. Depois de saírem, a discussão ainda se prolongou por mais um bom bocado naquele círculo de leitores que não se levantam às 7 da manhã para aventuras serranas.
Digam-me, depois, se encontraram no Monte Junto os restos da passarola do padre Bartolomeu Lourenço.

Anônimo disse...

... ou a Sumire...
Quem sabe por onde andará?

BIA

Manuel Nunes disse...

Haverá alguma cabine telefónica na serra de Montejunto? Se houver, é ficarem "atentos"...E não se esqueçam de tirar os pepinos do frigorífico: para a salada do almoço. :)

Paula M. disse...

Obrigada a todos...pela bela discussão de ontem. Que a obra levantou interrogações e perplexidades, levantou...Para mim foi interessante conhecer este autor na «nova» geração japonesa.
Desejo também boas experiências por Montejunto, que nós vamos escavar ( e logo procurar) para a Herdade dos Perdigões. Algo encontraremos todos, num local ou noutro, porque há sempre algo perdido, e o que é algo perdido, senão algo à espera de ser encontrado, na sua órbita, num qualquer lado de nós? Mesmo que seja um pepino esquecido no fundo no frigorífico... Estejamos atentos...Bjinhos a todos e bom concerto ao Largo para os que vão encontrar o Lago dos Cisnes:)

Zé António disse...

Na espera de um bailado, sentados em "banco" de pedra com as costas apoiadas numa parede, e enquanto não se iniciava (foram duas horas e meia de espera), a troca de opiniões continuou!!!
Se outro mérito não tivesse, pelo menos não criou indiferença.
E, quem sabe, os de Montejunto, não se tenham "cruzado" com Sumire a caminho da cabine telefónica reencontrada...