“…. A South Cottage era uma miniatura. Mal dava para uma pessoa mas para Hugh era perfeita. Encontrava-se no fim do arvoredo e estava rodeada pela colecção de carvalhos. Hugh conhecia o Quercus cerris, o Quercus rubra, o Quercus coccinea, o Quercus ilex e aí parava, maldizendo os limites da sua sabedoria, que o impediam de isolar e saber o nome das outras setenta e uma espécies de carvalhos existentes no seu recanto….” In Os Homens que amaram Evelyn Cotton
Por ordem: Quercus ilex, Quercus coccinea, Quercus rubra, Quercus cerris
Gosto muito de carvalhos e também eu, por vezes, mal digo o meu conhecimento por saber tão pouco sobre eles.
O livro está a ser uma surpresa muito boa. Conhecer os homens da vida de Evelyn e o amor resignado (será?) que o narrador tem por ela, leva-me por caminhos curiosos que desbravo com um agrado inesperado…
2 comentários:
Àrvores espantosas, estas! Não era só o conhecimento que Hugh, o colmeiro, tinha dos carvalhos. Benedict, se bem se lembram, foi feito debaixo de um carvalho. Diz o narrador que "era um carvalho vulgar, cujo nome em latim era Quercus robur". Pela imagem apresentada, acho que será tudo menos vulgar. Benedict também não seria um jovem vulgar.
Ontem, assistindo ao "Câmara Clara", na RTP 2, vi e ouvi Marçal Grilo fazer a apologia da ficção como escola de vida. Também eu acho que aprendemos mais nos romances do que nos livros científicos. E não se trata de uma ilusão romântica.
Lembro-me, sim, Manuel. Há um qualquer poder simbólico nesta árvore. Estou a gostar deste tom coloquial, nostálgico, escuto este homem que "esperou" 23 anos por um segundo momento de intimidade com a sua amada.
Graça
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